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Greve geral em França: “Se calhar vamos viver mais tempo, mas com menos saúde”

A greve geral em França suprimiu comboios, fechou escolas e travou a produção de energia. Em causa estão os planos de Macron para subir a idade “mínima” de reforma para os 64 anos e para passar a exigir 43 anos de contribuições.
Catarina Almeida Pereira 20 de Janeiro de 2023 às 12:00

Para um português que tem de esperar até aos 66 anos e quatro meses para ter a reforma completa pode ser muito difícil perceber porque é que em França se organiza uma greve geral contra a subida da idade da reforma dos 62 para os 64 anos… até 2030. Até porque nem sempre é dito que há outras regras que vão mudar e que, como explica ao Negócios a OCDE, aos 62 ou 64 anos, a idade mínima que se discute, se aplicam penalizações.

 

À ideia de que França avança mais devagar, os franceses que participaram numa longa manifestação, em Estrasburgo, respondem com o que consideram ser alternativas – como o fim de isenções fiscais – e um argumento que qualquer português compreenderá. "Se calhar vamos viver mais tempo, mas quando as pessoas se reformarem não vão ter saúde. Nem toda a gente escolhe o seu emprego, as horas que trabalha ou que salário recebe".

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