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Hörmann decide até Junho vinda da produção para Portugal

O grupo Hörmann, fabricante de portas, automatismos e sistemas de carga, decidirá até Junho o formato da unidade de produção que quer instalar em Portugal. Se avançar no formato originalmente pretendido pela "casa-mãe" alemã, 80% da produção da fábrica de

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 27 de Março de 2007 às 17:53
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O grupo Hörmann, fabricante de portas, automatismos e sistemas de carga, decidirá até Junho o formato da unidade de produção que quer instalar em Portugal. Se avançar no formato originalmente pretendido pela "casa-mãe" alemã, 80% da produção da fábrica de sistemas de elevação de carga será para exportação.

A decisão de investir numa unidade de produção em Portugal já foi assumida publicamente em 2006 pelo grupo alemão, mas a filial portuguesa está há mais de seis meses em negociações com as autoridades locais, afirmou hoje Henrique Lehrfeld, director-geral da Hörmann Portugal.

Num encontro com jornalistas realizado em Lisboa, o mesmo responsável adiantou que as negociações envolvem "duas autarquias" do Sul do país e a API – Agência Portuguesa para o Investimento. Henrique Lehrfeld adiantou contudo que as negociações se têm alongado por "inércia por parte das duas autarquias com prejuízo para a Hörmann". O tema central do diálogo entre as partes tem sido, afirmou, a componente complementar de "a eficiência logística"  disponível à unidade.

O grupo alemão está apesar de tudo decidido em investir naquela que será a sua primeira unidade de produção em Portugal, e a 12ª em todo o mundo, dependendo então das negociações se será num formato "maior ou mais pequeno". Idealmente, a intenção da Hörmann é desenvolver uma unidade que sirva "toda a Europa do Sul". Com esta composição, 80% da produção em Portugal será para exportação, servindo os mercados de Espanha, França, Itália e Bélgica.

Henrique Lehrfeld não adianta o valor do investimento equacionado, mas adianta que o mesmo inclui a compra do terreno onde ficará implantada a unidade. A fábrica poderá empregar até 50 pessoas, mas conforme explicou o director-geral da Hörmann Portugal, o investimento desejado para Portugal não assenta no paradigma da "mão-de-obra barata". Até porque, como explicou hoje, a filial portuguesa tem vindo a apostar, em parceria com a Câmara de Comércio Luso-alemã, na formação de quadros em  "manutenção de electrónica industrial".

A operar em Portugal com uma filial própria desde 2003, a Hörmann espera terminar 2007 com uma facturação acima de cinco milhões de euros, mais um milhão de euros do que no exercício passado. O grupo, que atingiu o "break even" em 2005 decidiu antecipar a abertura de uma delegação no Norte de Portugal. Em vez de abrir só daqui a "dois a três anos", a delegação, que ficará situada na Maia, estará operacional em Maio, o mais tardar em Junho deste ano, disse Henrique Lehrfeld. Nos primeiros 12 meses de actividade, de Junho de 2007 a Junho de 2008, a delegação do Norte, que será desenvolvida "com um operador logístico" não revelado, deverá gerar um milhão de receitas, contabilizou.

Mundialmente, o grupo Hörmann detém 11 fábricas no centro da Europa, China e EUA e 30 filiais locais. No total, a Hörmann Internacional consolida uma facturação de perto de mil milhões de euros, classificando-se como líder no fabrico de portas, automatismos e sistemas de carga.

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