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Lá em casa é tudo bem contado. Os filhos são muitos...

Rabiscos no interior dos manuais escolares dos filhos de Paula Fontora é que coisa que não existe ou, se os há, são muito poucos. Os exercícios escolares dos seus quatro filhos são preenchidos num rascunho à parte. Tudo para que os livros passem de criança para criança.

04 de Setembro de 2009 às 00:01

Rabiscos no interior dos manuais escolares dos filhos de Paula Fontora é que coisa que não existe ou, se os há, são muito poucos. Os exercícios escolares dos seus quatro filhos são preenchidos num rascunho à parte. Tudo para que os livros passem de criança para criança.

Assim, esta enfermeira, de 41 anos, vai conseguir algo que poucos pais se poderão gabar ao longo deste mês: não gastar um único euro em manuais escolares.

Para aqueles que não têm a sorte ou a disciplina de Paula, os gastos são outros. Números da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) indicam que o cabaz de manuais escolares obrigatórios para um jovem, que frequente o 7º ou 9º ano, situa-se nos 141,40 euros, mais 6,20 euros do que no ano passado.

Na casa da família Calheiros da Gama, por exemplo, os gastos são avultados. Afinal, há que comprar livros para sete filhos. São as gémeas Maria Matilde e Maria Madalena, de sete anos. É a Maria, de 10, que está no quinto ano. Há ainda o Tomás Maria, de 13 anos , e a Mariana, de 16. Contas feitas, Alexandra Calheiros da Gama gastou 665 euros em manuais, sem contar com despesas do filho pré-universitário, João Maria, e da Maria Marta, de quatro anos, que anda no pré-escolar.

Ao todo, o montante desembolsado por Alexandra corresponde a 45 livros novos. Como frisa o marido Rui, a família apenas conseguiu aproveitar os manuais de Matemática e de Português que eram do João. No próximo ano lectivo, serão usados para os estudos da Mariana.

"O Governo podia ter uma política mais exigente em relação aos manuais. Não se justifica que existam tantas mudanças nos livros, porque as reformas do ensino não têm a ver com as matérias leccionadas. Podia haver um manual base, e depois, os professores adaptariam os materiais pedagógicos", defende.

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