Economia Lançado concurso para concessão do Paço Real de Caxias para fins turísticos

Lançado concurso para concessão do Paço Real de Caxias para fins turísticos

O vencedor do concurso de concessão do Paço Real de Caxias terá de recuperar o imóvel. O Governo estima que seja necessário um investimento de 11,6 milhões de euros.
Lançado concurso para concessão do Paço Real de Caxias para fins turísticos
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Lusa 22 de abril de 2019 às 14:10
O concurso público para a concessão do Paço Real de Caxias, em Oeiras, no distrito de Lisboa, foi lançado esta segunda-feira, 22 de abril, pelo Governo, com o objetivo de recuperação do imóvel, atualmente degradado, para fins turísticos.

O concurso pretende concessionar a exploração do espaço por um período de 50 anos, ao abrigo do programa Revive, que tem o objetivo de valorizar e recuperar o património sem uso em diversos pontos do país, envolvendo vários ministérios e as autarquias.

O vencedor do concurso terá de recuperar o imóvel, atualmente muito degradado, estimando o Governo a necessidade de um investimento de 11,6 milhões de euros.

O empreendimento hoteleiro deverá ter 120 quartos em 5.816,93 metros quadrados construídos.

O valor base da renda anual previsto no concurso é de 174,9 mil euros.

De acordo com o Ministério da Economia, até 06 de junho decorre o período de qualificação prévia de candidatos, sendo posteriormente lançada a segunda fase do concurso, com um período de 30 dias para apresentação de propostas.

O Paço Real de Caxias, até agora na dependência do Ministério da Defesa, corresponde ao 17.º concurso a ser lançado no âmbito do Revive e é um dos 33 imóveis inscritos no programa, que envolve os ministérios da Economia, Cultura e Finanças, com a colaboração das autarquias locais.

Atualmente, estão abertos os concursos para a concessão do Convento do Carmo, em Moura, do Mosteiro de Lorvão, em Penacova, e do Castelo de Vila Nova de Cerveira.

O próximo concurso previsto refere-se à concessão do Mosteiro de Travanca, em Amarante.

O Paço, classificado como Imóvel de Interesse Público em 1953, foi construído em meados do século XVIII, por vontade do infante D. Francisco de Bragança, e foi concluído pelo futuro rei D. Pedro V, que ali se deslocava com frequência com a família real.

O edifício foi inicialmente utilizado como residência de férias da família real, mas teve diversas utilizações, acolhendo nos últimos anos serviços do Ministério da Defesa.

"O espaço destaca-se pelos jardins geométricos, de influência francesa, inspirados nos jardins do Palácio de Versalhes, pela cascata e por diversas esculturas, e o Paço pelos tetos pintados ou pelos azulejos azuis e brancos", salientou o Governo.



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