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Líderes do G20 prometem esforços para garantir vacinas a todos

Os líderes das maiores potências mundiais comprometeram-se a fazer tudo o que seja necessário para que as vacinas contra a covid-19 cheguem a todos de forma equitativa.

EPA
Negócios jng@negocios.pt 22 de Novembro de 2020 às 19:42
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"Não deixaremos de fazer nenhum esforço para garantir o acesso equitativo para todos", refere o documento apresentado pelo G20, no final de uma cimeira que, devido à pandemia, foi realizada de forma virtual.

Numa altura em que os países começam a preparar as campanhas de vacinação contra o novo coronavírus, os membros do G20 asseguraram ainda que irão responder "às necessidades de financiamento que ainda existem", sem mencionarem, porém, os 28 mil milhões de dólares reclamados pelas Nações Unidas para fazer face à pandemia.

Apesar de os países estarem neste momento concentrados em combater os efeitos do vírus nas respetivas economias, os líderes das maiores potências globais fizeram um apelo para que não percam de vista os objetivos climáticos e as metas do acordo do clima de Paris.

"Os membros do G-20 devem fortalecer a luta contra as alterações climáticas e continuar a desempenhar um papel de liderança para alcançar a implementação plena e efetiva do acordo de Paris", disse o presidente chinês Xi Jinping, na cimeira que se realizou sob a presidência da Arábia Saudita.

O presidente chinês, que prometeu tornar o seu país neutro em carbono até 2060, disse que a China "aplaude" a chamada economia circular de carbono, um plano controverso proposto pela Arábia Saudita que procura reduzir as emissões enquanto captura e reutiliza os gases de efeito de estufa produzidos pela queima de hidrocarbonetos.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o seu discurso na sessão para mais uma vez justificar o abandono do acordo de Paris com a proteção dos trabalhadores americanos. "O acordo de Paris não foi concebido para salvar o ambiente, foi concebido para matar a economia americana", disse Trump. "Recusei-me a sacrificar milhões de empregos americanos e a enviar biliões de dólares americanos para os piores poluidores e agressores ambientais do mundo, porque é isso que teria acontecido".

No entanto, outros líderes reiteraram o seu apoio às metas contidas no acordo, e apelaram a um esforço conjunto para não se deixar de parte a luta contra as alterações climáticas durante o combate à pandemia.

"Igualmente importante é manter o nosso foco no combate às alterações climáticas. Devem ser combatidas de forma integrada, abrangente e holística", sublinhou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

No encontro ficou definido que a Indonésia será a anfitriã do G20 em 2022 e a Índia em 2023.

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