Cinco mortes e mais de 8.000 ocorrências devido à depressão Kristin
Acompanhe os desenvolvimentos desta quinta-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
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Cinco mortes e mais de 8.000 ocorrências devido à depressão Kristin
A Proteção Civil regista até ao momento cinco mortos e 8.160 ocorrências provocadas pela passagem da depressão Kristin por Portugal continental, maioritariamente queda de árvores e de estruturas, sendo as regiões mais afetadas Lisboa, Oeste e Coimbra.
De acordo com um balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) até às 17:00 de hoje, e desde as 16:00 de dia 27, estão contabilizadas cinco vítimas mortais devido à passagem da depressão Kristin, contabilizando já a morte de uma mulher de 85 anos, em Ribeira de Alcantarilha, Silves, na quarta-feira, depois de o veículo onde seguia ter sido arrastado por um ribeiro.
A Proteção Civil contabiliza ainda "uma vítima mortal em Vila Franca de Xira, na sequência da queda de uma árvore sobre um veículo ligeiro; uma vítima em Carvide (concelho de Leiria), atingida por uma chapa metálica; uma vítima em Fonte Oleiro (concelho de Leiria), encontrada em paragem cardiorrespiratória numa obra; e uma outra vítima em Carvide, que ficou presa na estrutura da habitação".
Na quarta-feira, o município da Marinha Grande disse numa informação à Lusa que um homem de 34 anos morreu na sequência do mau tempo.
Das mais de 8.000 ocorrências registadas até às 17:00 de hoje, 1.310 aconteceram na Grande Lisboa, 1.141 na zona Oeste e 802 na região de Coimbra, sendo estas as três regiões com maior número de ocorrências.
A ANEPC contabiliza até ao momento 4.554 quedas de árvores; 1.685 quedas de estruturas; 848 inundações; 527 movimentos de massa; 517 limpezas de vias.
Houve ainda 17 salvamentos terrestres e 12 salvamentos aquáticos.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Seguros são meio normal de cobertura dos danos causados pelo mau tempo, diz Leitão Amaro
O ministro da Presidência avisou esta quinta-feira, em Lisboa, que o apoio do Estado, face ao impacto do mau tempo, é sempre "complementar e subsidiário" e afirmou que os seguros são o meio normal de cobertura dos danos.
"O apoio estadual é sempre complementar e subsidiário a uma obrigação imprescindível que é a cobertura de seguros", afirmou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, no final do Conselho de Ministros.
O governante precisou ainda que o apoio público não "exclui nem prejudica" a ativação dos seguros, que classificou como o "meio normal" para a cobertura dos danos do mau tempo, cujo valor está ainda a ser apurado no terreno.
As seguradoras têm de assegurar indemnizações no caso de clientes com seguros que cubram danos de tempestade mesmo nas zonas em que esteja declarada a situação de calamidade, seguro a Lei de Bases da Proteção Civil.
O artigo 61.º da lei considera "nulas, não produzindo quaisquer efeitos, as cláusulas apostas em contratos de seguro visando excluir a responsabilidade das seguradoras por efeito de declaração da situação de calamidade".
Assim, no caso de clientes com seguros que cobrem danos provocados por fenómenos como tempestades, as seguradoras não se podem pôr de fora por a zona desses danos ser abrangida pela situação de calamidade.
"Existindo contrato de seguro que cubra os danos, a declaração de calamidade não produz efeitos de exclusão e não pode ser invocada", confirmou à Lusa fonte oficial da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), afastando qualquer dúvida sobre este tema.
Linhas ferroviárias do Norte e do Oeste ainda suspensas
A circulação na linha ferroviária do Norte, entre Lisboa e Porto, para os comboios de longo curso, e do Oeste mantinha-se às 17:00 de hoje suspensa devido a problemas causados pelo mau tempo, informou a CP -- Comboios de Portugal.
Fonte da CP disse à Lusa que, pelas 17:00, se registavam constrangimentos em troços das linhas ferroviárias do Douro, entre Régua (distrito de Vila Real) e Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Coa, distrito da Guarda), e da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo (ambos no distrito de Castelo Branco).
A essa hora, verificava-se também a suspensão do serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento (distrito de Santarém), referiu fonte da empresa de transporte ferroviário.
"Devido a problemas na via causados pelo mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa nestas linhas e sem previsão de retoma", indicou à Lusa fonte da CP, num ponto de situação pelas 17:00, que mantém inalterado o balanço divulgado pelas 12:00 na página de Facebook da empresa.
Às 12:00, a circulação ferroviária já se encontrava retomada na linha da Beira Baixa, realizando-se o serviço regional no troço Guarda - Covilhã (distrito de Castelo Branco), bem como nos Urbanos de Coimbra, no troço Coimbra B - Alfarelos (concelho de Soure, distrito de Coimbra).
De acordo com a Infraestruturas de Portugal (IP), num ponto de situação pelas 16:00, a circulação ferroviária registava "constrangimentos em algumas linhas da rede nacional, devido às condições meteorológicas adversas da última madrugada, que provocaram falhas na rede elétrica, com impactos na catenária, e a queda de árvores sobre a infraestrutura".
Estas ocorrências, segundo a IP, estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço.
O ponto de situação da IP às 16:00 indicava que a circulação ferroviária estava suspensa em troços das linhas do Norte, entre Fátima (distrito de Santarém) e Alfarelos; do Douro, entre a Régua e Pocinho; da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo; do Oeste, entre Mafra e Amieira, e entre Louriçal e Figueira da Foz; e do ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e a Figueira da Foz.
As equipas da IP estão no terreno a "desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", informou a empresa.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou hoje situação de calamidade em cerca de 60 municípios.
Situação de calamidade decretada até 1 de fevereiro em pelo menos 60 municípios
O Governo anunciou hoje que o decreto de situação de calamidade abrange o período entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro e cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros.
Segundo Leitão Amaro, o decreto abrangerá cerca de 60 municípios que vão desde o concelho de Mira, a Norte, e os de Lourinhã e Torres Vedras, a sul, podendo ser acrescentados outros por despacho da ministra da Administração Interna.
Montenegro: "Muitas empresas que operam noutras regiões vão ficar com cadeias de abastecimento muito limitadas"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que o impacto da passagem da depressão Kristin na atividade económica não se circunscreve às regiões mais atingidas, sobretudo no centro do país, antecipando "dificuldades de produção nos próximos dias" por parte de empresas que ficam noutras zonas.
"A atividade económica, de uma forma geral, está hoje muito prejudicada, porque grande parte do setor produtivo está atingido e com ele algumas cadeias de abastecimento e de produção", afirmou, em declarações aos jornalistas, em Coimbra.
E, neste sentido, sinalizou, "há uma outra ilação que temos de tirar de uma dimensão ainda não exatamente mensurável: há um conjunto de atividades económicas que não estão localizadas nesta região, mas que dependem da capacidade produtiva desta região".
"Há muitas empresas que operam noutras regiões do país que vão ficar com as suas cadeias de abastecimento muito limitadas ou mesmo inviabilizadas e, portanto, terão dificuldades de produção nos próximos dias, semanas", realçou, apontando que "tudo isso carece de intervenção direta".
Circulação de autocarros em Coimbra pode sofrer perturbações nos próximos dias
A circulação dos autocarros dos transportes urbanos de Coimbra poderá sofrer perturbações nos próximos dias, devido a constrangimentos no funcionamento da oficina de manutenção e no edifício administrativo, avisou hoje a autarquia.
Em comunicado, a Câmara e os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) informaram que a forte ação do vento aquando da passagem da depressão Kristin "provocou danos significativos na cobertura das oficinas, originando infiltrações no edifício".
"Parte da estrutura do edifício administrativo encontra-se condicionada por motivos de segurança, existindo igualmente constrangimentos nos sistemas informáticos, situação que poderá ter impacto no regular funcionamento da operação de transportes em todo o município", acrescentou.
Segundo a autarquia, "a oficina de operações não se encontra, neste momento, a funcionar em pleno, podendo a sua capacidade vir a ser ainda mais condicionada".
Neste âmbito, poderá ser afetada "a disponibilidade de viaturas e a regularidade do serviço, com eventuais atrasos ou supressões pontuais de carreiras", explicou.
Os SMTUC garantem estar "a acompanhar permanentemente a situação e a adotar as medidas necessárias para minimizar os impactos no serviço" e recomendam aos munícipes "que acompanhem as atualizações através dos canais oficiais e planeiem as suas deslocações com alguma antecedência".
Governo "em contacto" com Bruxelas para "perspetivar formas de financiamento"
O Governo está "já em contacto com Comissão Europeia e com o gabinete da presidente, Ursula von der Leyen, com vista a procurar formas de financiamento face aos prejuízos provocados pela depressão Kristin, que fustigou sobretudo o centro do país.
"Queremos desenhar e perspetivar formas de financiamento para ajudarmos as famílias, empresas e entidades públicas a superarem este momento", realçou.
E, neste sentido, adiantou, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, reúne-se amanhã, sexta-feira, com as comunidades intermunicipais e, portanto, com os autarcas, para um primeiro levantamento dos danos, "necessário para definir fontes de financiamento internas e para candidaturas às de escala europeia".
Montenegro: "Não houve nada que tivesse ficado por fazer por não estar decretado estado de calamidade"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, desvalorizou as críticas de vários partidos relativamente ao "timing" do decretar do estado de calamidade nas regiões mais atingidas pela passagem da depressão Kristin.
“Não houve nada que tivesse ficado por fazer por não estar decretada a situação de calamidade, nomeadamente no que diz respeito às operações que estão hoje no terreno", afirmou, em declarações aos jornalistas, em Coimbra.
E foi mais longe: "Esta decisão do ponto de vista do que tinha de ser feito nestas horas não teve impacto nenhum. Assumo isso - podia assumir o contrário".
Governo vai abrir apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100%
O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, avançou à Lusa.
Os formulários para as declarações de prejuízos estão disponíveis nos 'sites' das CCDR -- Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e várias equipas estão a fazer uma primeira avaliação dos estragos.
"Com estas informações abriremos uma medida de restabelecimento do potencial produtivo para investimentos elegíveis entre 5.000 euros e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, para os prejuízos até aos 10.000 euros", adiantou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa.
Por sua vez, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), após a falência das comunicações nas sedes regionais, disponibilizou três linhas telefónicas -- uma no centro e duas em Lisboa e Vale do Tejo -, para mitigar situações urgentes.
O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) disponibilizou à Proteção Civil equipas de sapadores florestais para apoiar ações no terreno.
Nas áreas que estão sob a responsabilidade do ICNF, nomeadamente matas públicas do litoral, incluindo o Pinhal de Leiria, Casal da Lebre e Mata do Urso, estão mobilizados cerca de 60 operacionais do instituto.
Esta primeira intervenção destina-se a repor a segurança e a circulação, seguir-se-á uma intervenção de recuperação.
De acordo com o Governo, registaram-se também estragos nos portos de Peniche e da Figueira da Foz, estando a ser feito o levantamento dos mesmos para posterior reporte às seguradoras.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade .
Mais de metade das freguesias do país afetadas
Mais de 50% das 3.259 freguesias do país foram afetadas pela depressão Kristin, revelou hoje a Associação Nacional de Freguesias (Anafre), relatando "muitos estragos" em habitações, empresas e áreas florestais, sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra.
"Há muitas juntas de freguesia, como não podia deixar de ser, a desenvolver trabalhos para proteção, salvaguardando bens e até casas das pessoas", afirmou o presidente da Anafre, Jorge Veloso (PS), em declarações à agência Lusa.
Realçando que as freguesias têm um "conhecimento profundo" do território, Jorge Veloso sublinhou que as juntas são "a primeira porta que se abre para que possa haver, para as populações, uma resposta rápida", apesar de terem meios reduzidos em comparação, por exemplo, com as câmaras municipais e as comunidades intermunicipais.
"É uma situação, por vezes, de uma dimensão tal que é difícil a freguesia responder rapidamente, porque são centenas de árvores, são habitações, são telhados que voaram. Temos uma série de situações que não conseguimos resolver à primeira, [...] nem as câmaras municipais conseguem, quanto mais as juntas de freguesia. No entanto, tentamos dar o melhor encaminhamento possível a todas as situações que nos são transmitidas", declarou.
Questionado sobre o universo de freguesias afetadas pela depressão Kristin, sobretudo com ventos fortes, chuva e agitação marítima, o presidente da Anafre disse que ainda não dispõe desse levantamento, "mas pelo menos mais de 50% das freguesias estão a ser neste momento envolvidas nesta situação, mais de 50% com certeza".
O também ex-presidente da União de Freguesias de São Martinho e Ribeira de Frades, em Coimbra, referiu que "há muitos estragos em termos de habitações, em termos também de floresta", com especial incidência nos distritos de Leiria e Coimbra.
"Foi uma situação anómala, mas que provocou e continuará a provocar, se as condições do tempo não melhorarem, este tipo de situação, até porque neste momento nos deparamos com outro problema, que é a questão das inundações: há efetivamente barragens que estão neste momento a descarregar ou estão a começar a descarregar. Isso implicará que os terrenos, como estão já completamente encharcados com água, não consigam receber mais água proveniente das barragens", alertou.
Jorge Veloso indicou que a possível ocorrência de inundações poderá provocar "prejuízos incalculáveis".
Sobre se há mais freguesias como a das Meirinhas, no concelho de Pombal, que antecipou hoje prejuízos na ordem dos 500 milhões de euros, o presidente da Anafre respondeu: "Com certeza que sim [...], vai haver com certeza muitas mais a reivindicarem também o apoio urgente para as habitações, para as pessoas afetadas, para as unidades industriais. Vai haver muita freguesia que irá envolver-se nesta situação."
"Esses 500 milhões de euros que a junta de freguesia está a reivindicar são com certeza para fazer face a todos os prejuízos causados, [...] é para todas as unidades industriais, habitações, etc.", explicou.
Sobre se a depressão Kristin foi pior do que o furacão Leslie, registado em outubro de 2018, Jorge Veloso contou que viveu as duas situações e "esta foi mais grave": "Na zona do território onde vivo, que é Coimbra, considero que esta foi mais grave."
Relativamente ao Governo ter decidido decretar a situação de calamidade "nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", considerou que é importante para "se estabelecerem prazos a cumprir" relativamente à reposição da normalidade, em particular no reabastecimento de eletricidade, gás e comunicações.
"Há situações que são urgentes de resolver", reforçou Jorge Veloso, afirmando que as freguesias estarão também envolvidas na resposta no âmbito da situação de calamidade.
A Anafre realiza o seu Congresso eletivo em Portimão, no distrito de Faro, entre sexta-feira e domingo, mas o autarca afastou o registo de problemas devido ao impacto do mau tempo.
"O Congresso não vai ser adiado, com certeza que não. Poderá haver uma ou outra desistência, mas não contamos que seja muito grave", indicou.
A disponibilidade das freguesias para colaborarem na resposta aos danos provocados pelo mau tempo será também manifestada na reunião magna destas autarquias, frisou Jorge Veloso.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Kristin fecha supermercados e afeta transporte de mercadorias, mas não há "ruturas"
A passagem da depressão Kristin levou ao fecho de supermercados em Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande, com Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) a dar conta do encerramento temporário de seis das 41 lojas dos seus associados nos três concelhos.
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Generali Tranquilidade com aumento de 200% nas participações de sinistros
As tempestades Joseph e Kristin causaram milhares de ocorrências em todo o país, com queda de estruturas, de árvores e inundações, e fizeram disparar as participações às seguradoras. Só a Generali Tranquilidade registou, nos dias 27 e 28, um aumento superior a 200% no número de participações de sinistros face a um período de condições meteorológicas normais. A seguradora não aponta, no entanto, valores, nem de prejuízos estimados, nem de possíveis compensações.
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Câmara de Alcácer do Sal vai pedir ao Governo que decrete estado de calamidade
A Câmara de Alcácer do Sal tenciona pedir hoje ao Governo que decrete o estado de calamidade no concelho, devido aos prejuízos causados pelas inundações na cidade e estragos resultantes da passagem da depressão Kristin no município.
"Ainda não conseguimos avaliar esses prejuízos e, por isso mesmo, é que dizemos que é importante a questão do estado de calamidade, porque temos uma série de estabelecimentos comerciais, casas particulares e o lar [de idosos que foi evacuado] que têm inundações grandes", disse hoje à agência Lusa, a presidente do município, Clarisse Campos.
De acordo com a autarca, a subida do Rio Sado causou várias inundações na baixa da cidade, nomeadamente na Avenida dos Aviadores, a zona mais crítica de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, causando prejuízos em estabelecimentos de "restauração, pastelaria e artesanato".
"De certeza que os prejuízos serão elevados, para além de serviços afetados desde o fim de semana naquelas regiões onde as estradas tiveram de ser cortadas e as populações isoladas" afetando "o negócio" nessas zonas, acrescentou.
Reconhecendo que a situação no seu concelho não é tão grave quanto a do Município de Leiria, onde houve vítimas mortais, Clarisse Campos, realçou, contudo, que "as pessoas precisam de ajuda para voltarem a reabilitar os seus equipamentos e recuperar".
E, por isso, avançou que vai entrar em contacto ainda hoje com o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, no sentido de ser avaliada a situação de calamidade no concelho de Alcácer do Sal.
Questionada sobre quais as populações que estão isoladas, a autarca aludiu ao Bairro do Forno d, a Cal, que fica muito próximo da cidade, e às povoações de Santa Catarina, Vale de Guizo e São Romão, as três últimas desde o fim de semana, com o corte da circulação rodoviária nas estradas de acesso à sede de concelho, devido a terem ficado inundadas.
Clarisse Campos disse que o município está a articular com as juntas de freguesia o apoio às populações e também com os lares de idosos "para perceber o que é necessário em termos de apoio domiciliário".
Prejuízos entre 5 e 10 milhões em estufas e culturas agrícolas no Oeste
O mau tempo causou danos em estufas e culturas agrícolas na região Oeste, provocando prejuízos entre 5 e 10 milhões de euros, estimou hoje a Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO).
"Temos danos parciais ou totais nos plásticos e estruturas das estudas e culturas instaladas com perca total", sobretudo de tomate, cuja campanha está a começar, afirmou à agência Lusa o presidente da AIHO, Sérgio Ferreira.
"Houve estruturas resistentes até ventos de 150 quilómetros/hora que estão completamente ou parcialmente vergadas", detalhou.
Os produtores de morangos voltaram a ter danos nas estufas desta cultura.
Os prejuízos são estimados entre os 5 e os 10 milhões de euros.
A associação, que tem associados nos concelhos de Torres Vedras, Peniche e Lourinhã, está a dar apoio a todos os agricultores da região no sentido de fazer o levantamento dos prejuízos e os reportar ao Ministério da Agricultura.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Montenegro fala em "esforço financeiro grande" para recuperar da tempestade. Geradores mobilizados para Leiria
O Governo ainda não tem uma estimativa dos prejuízos provocados pela passagem da tempestade Kristin por Portugal e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse mesmo que não existirá a possibilidade de avançar com esse número a curto prazo. No entanto, em declarações aos jornalistas na visita que fez nesta quinta-feira a Leiria, o líder do Executivo admitiu que "vai comportar um esforço financeiro grande" e adiantou que o Governo está a estudar a "melhor fonte de financiamento" para ajudar as autarquias, empresas e pessoas afetadas.
"Temos muitos membros do Governo destacados para fazer o levantamento dos prejuízos, fazer o levantamento das situações para que as pessoas possam ter um regresso à normalidade", acrescentou.
Luís Montenegro confirmou também que o Governo já está a trabalhar para salvaguardar a execução de projetos ligados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que foram diretamente afetados pela tempestade e que fizeram muitas obras dar "um passo atrás". "Estamos no maior ano de execução do PRR. Estamos a trabalhar para salvaguardar que não se perderão esses investimentos".
Sobre a situação de calamidade para as regiões afetadas pela tempestade Kristin, decretada nesta quinta-feira, o líder do Governo adiantou que estão a ser preparados "os mecanismos para de forma mais célere podermos colocar todos os trabalhos de recuperação no terreno". "Estamos nesta fase a incluir na resolução que determina a situação de calamidade o conjunto de instrumentos que vão estar à disposição dos municípios e CCDR para podermos ter formas mais rápidas e expeditas, excecionando algumas exigências, para que o mais rápido seja possível repor o essencial daquilo que é a nossa responsabilidade", acrescentou nas declarações à imprensa.
Luís Montenegro revelou ainda que estão a ser mobilizados geradores elétricos para a região de Leiria, a mais afetada pela falta de eletricidade, e que a E-REDES também irá instalar uma estação elétrica móvel na região.
Além da falta de luz, as equipas estão a trabalhar também para a reposição do abastecimento de água e dos sistemas de telecomunicações.
Kristin deitou abaixo 7% da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade
A passagem da depressão Kristin por Portugal, na madrugada de 27 de janeiro, deixou fora de operação um total de 774 quilómetros de linhas de muita alta tensão da REN, o que corresponde a 7% de toda a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade.
Em comunicado, enviado às redações, a REN indica que a "tempestade derrubou um total de 61 postes de muito alta tensão e danificou muitos mais".
"O fenómeno meteorológico com maior impacto na infraestrutura da REN registado até hoje tinha ocorrido em 2009: Na altura, foram perdidos 25 apoios – menos de metade dos caídos na noite de dia 28 de janeiro", detalha.
"A reposição total dos postes só deverá acontecer dentro de algumas semanas, de acordo com um plano já traçado que implicou a realocação de todas as equipas disponíveis para os trabalhos agora considerados prioritários", avisa.
Decretada situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin
Já foi decidido nesta quinta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, que ainda está decorrer, que vai ser decretada a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin.
O primeiro-ministro Luís Montenegro vai, ainda nesta quinta-feira, visitar as zonas afetadas nos distritos de Leiria e Coimbra.
Num comunicado enviado pelo gabinete do primeiro-ministro, é ainda dito que foi cancelada a agenda externa do Montenegro, "nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia".
Os líderes de algumas câmaras municipais já tinham feito apelos públicos para que o Governo decretasse a situação de calamidade. São os casos de Figueiró dos Vinhos e de Ferreira do Zêzere. "Estamos, neste momento, completamente desesperados e não sabemos o que é que podemos fazer", adiantou o presidente de Figueiró dos Vinhos, nesta quinta-feira, em declarações à agência Lusa. O concelho tem "um rasto de destruição por todo o território", adiantou o autarca.
(Notícia atualizada às 11:03 horas com mais informação)
Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos pede socorro
O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, pediu esta quinta-feira socorro e a declaração de calamidade, e alertou que o concelho, devido ao mau tempo, está "a viver um dos piores momentos da sua história".
"Estou a ligar do telefone satélite dos bombeiros porque, efetivamente, não temos comunicações. Nenhuma rede móvel funciona nesta terra, neste concelho. Nós não temos possibilidade nenhuma de falar com o exterior e estamos neste momento a pedir socorro", afirmou à agência Lusa Carlos Lopes.
Carlos Lopes disse esperar que este pedido de socorro "possa chegar a todos aqueles que têm responsabilidades neste país, na área da Proteção Civil e na área da segurança das pessoas".
"Estamos, neste momento, completamente desesperados e não sabemos o que é que podemos fazer", adiantou.
Segundo o autarca, o concelho tem "um rasto de destruição por todo o território".
O concelho "não tem comunicações, não tem energia", tem, neste momento, "água nas freguesias para mais cerca de 12 horas" e "grandes dificuldades em termos daquilo que é a manutenção dos lares" de idosos, alertou.
"Estamos completamente isolados. Figueiró dos Vinhos considera-se completamente isolado do resto do distrito, da região e do país", declarou o presidente do município, apelando para que o Governo "olhe para este território e também consiga, de alguma forma, equacionar a possibilidade de decretar o estado de calamidade".
PCP pede declaração de calamidade e apoios imediatos às populações
O secretário-geral do PCP defendeu esta quinta-feira no Tramagal, Abrantes, que o Governo deve ponderar declarar o estado de calamidade nas zonas mais afetadas pelo mau tempo e avançar sem demora com apoios imediatos a populações e empresas.
Em declarações à agência Lusa, no Tramagal, distrito de Santarém, Paulo Raimundo começou por apresentar as condolências às famílias das vítimas, realçando que "o país enfrentou um fenómeno com uma intensidade que há muito não se via, particularmente em algumas regiões".
À margem de uma ação junto à porta da fábrica da Mitsubishi Fuso, em contacto com trabalhadores numa iniciativa contra a proposta de pacote laboral, o dirigente comunista sublinhou a necessidade de identificar rapidamente os danos causados pela intempérie.
"Muita gente ficou sem habitação, há empresas paradas por razões da intempérie. É preciso identificar rapidamente esses problemas e o Governo não pode enrolar nas medidas que se impõem já, de apoio e de garantias, em articulação com as autarquias para responder no concreto", afirmou.
Paulo Raimundo referiu que o PCP já questionou o Governo sobre a resposta à situação e criticou a hesitação quanto à eventual declaração do estado de calamidade.
"Hoje ouvimos notícias de que não se pode decretar o estado de calamidade por esta ou por aquela razão. Eu acho que depende da dimensão do que aconteceu e do que se vai conhecendo a cada hora que passa. O Governo devia ponderar se sim ou não decretar", defendeu.
Queda de árvore esmaga carro e corta EM 530 no concelho de Montemor-o-Novo
A queda de uma árvore de grande porte esmagou esta quinta-feira um carro no concelho de Montemor-o-Novo, distrito de Évora, obrigando ao corte da Estrada Municipal (EM) 530, informou o presidente da junta de freguesia de Cortiçadas de Lavre.
De acordo com Augusto Pascoal, o condutor do veículo saiu ileso, depois de uma árvore de grande porte ter tombado e deixado o seu carro, especialmente na parte traseira, "completamente esmagado".
"A árvore de grande porte caiu por volta das 07:00, na Estrada Municipal 530, que liga Cortiçadas de Lavre a Vendas Novas. Caiu na zona da herdade de Ferrarias", descreveu.
Segundo o autarca, esta é uma estrada municipal que tem diariamente "muito trânsito".
"A GNR e a Proteção Civil estão lá, bem como os serviços da Junta de Freguesia, para retirar a árvore", concluiu.
Câmara de Pedrógão Grande apela ao uso racionado de água
A Câmara de Pedrógão Grande, que já ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, apelou esta quinta-feira ao uso responsável e racionado da água, na sequência da passagem da depressão Kristin.
Sem energia elétrica desde a madrugada de quarta-feira, o município de Pedrógão Grande tem estado igualmente sem comunicações móveis.
Numa nota nas redes sociais publicada hoje às 08:00, esta Câmara do distrito de Leiria lembrou que, "tendo em conta a falha da rede elétrica, poderão ocorrer constrangimentos no abastecimento público de água, situação que será restabelecida com a maior brevidade possível".
Nesse sentido, apelou a que não haja consumos excessivos.
"As principais vias encontram-se desobstruídas, nomeadamente IC8, EN2, EN350, ER236, EN236-1 e CM1160, ainda que com limitações e presença de obstáculos em vários locais. As restantes vias secundárias ainda apresentam constrangimentos, encontrando-se as equipas no terreno a proceder às intervenções necessárias".
A Câmara disse ainda que, "não sendo possível garantir, neste momento, condições de segurança, e desconhecendo-se quando o fornecimento de energia será totalmente restabelecido, as escolas do concelho manter-se-ão encerradas durante o dia de hoje".
Ferreira do Zêzere pede ao Governo que decrete estado de calamidade
A Câmara de Ferreira do Zêzere vai pedir ao Governo que decrete o estado de calamidade no concelho, na sequência dos prejuízos provocados pela passagem da depressão Kristin, o terceiro município a fazê-lo, depois de Leiria e Nazaré.
Em comunicado, a autarquia diz que a dimensão e gravidade dos danos ultrapassam a capacidade de resposta normal do município e considera indispensável a ativação de "mecanismos extraordinários de apoio".
O concelho de Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, está desde a manhã de quarta-feira sem eletricidade e redes de comunicação devido à destruição de infraestruturas essenciais, incluindo antenas de telecomunicações e centenas de postes de eletricidade de baixa, média e alta tensão, e não tem ainda perspetivas de resolução.
A passagem da depressão provocou a queda de milhares de árvores em todo o concelho, principal causa da obstrução generalizada das vias principais, secundárias, caminhos municipais e acessos a habitações isoladas, comprometendo a mobilidade e exigindo "esforços imensuráveis" para acesso a populações vulneráveis e para a necessária prestação de apoio, refere a nota.
A Câmara lembra igualmente que as fortes rajadas de vento destelharam total ou parcialmente coberturas de habitações, comprometendo os bens das famílias.
Ainda há 450 mil pessoas sem eletricidade
Às 08:00 horas desta quinta-feira, 450 mil pessoas ainda estavam sem eletricidade, segundo uma nota informativa da E-REDES. A maior parte dos afetados estão no distrito de Leiria – 300 mil pessoas –, enquanto os restantes 150 mil portugueses sem luz estão espalhados por outras zonas do país afetadas pela tempestade Kristin, mas com destauqe para Santarém, Coimbra e Castelo branco.
"As condições metereólogas mantêm-se adversas, o que motiva o aparecimento de avarias em outras zonas do país para além de Leiria", lê-se na informação da E-REDES.
A empresa tem 1.200 operacionais no terreno para restabelecer as ligações elétricas nas zonas afetadas.
Região de Leiria com dezenas de pequenas inundações
O Comando sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria regista esta quinta-feira "algumas dezenas de ocorrências relacionadas com pequenas inundações" por falta de telhados em habitações devido à depressão Kristin.
"A esta hora [06:45] começam a surgir algumas dezenas de ocorrências relacionadas com pequenas inundações, motivadas não pela chuva excessiva, mas, principalmente, pela falta de telhados" em habitações, afirmou à agência Lusa o 2.º comandante sub-regional, Ricardo Costa.
Segundo Ricardo Costa, haverá "muitas centenas e, eventualmente, milhares de casas que terão problemas nos telhados".
"As pessoas estão a pedir ajuda, tendo em conta que chove continuamente, não muito forte, mas está a causar muitos danos nas habitações", referiu.
Explicando que "são situações em que não é fácil haver uma intervenção dos bombeiros, porque o nível de água dentro das habitações é muito baixo", Ricardo Costa garantiu, contudo, que "estão a ser sinalizadas".
"Nas mais emergentes ou em que a quantidade de água assim o justifica, são despachados meios, mas, neste momento, estão a ser definidas prioridades e é nisso que continuamos a trabalhar", declarou.
Proteção civil registou 192 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 190 ocorrências, entre as 00:00 horas e as 08:00 horas relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Coimbra e Leiria, disse à Lusa José Miranda.“Entre as 00:00 horas e as 08:00 horas foram registadas 192 ocorrências, 79 das quais quedas de árvores, 62 inundações de via e 28 quedas de estruturas”, adiantou José Miranda, da ANEPC, acrescentando que esta noite, comparativamente ao dia de quarta-feira, foi mais calma.
Seis desalojados na Batalha e rede Siresp deixou de funcionar
O mau tempo registado na quarta-feira provocou seis desalojados no concelho da Batalha, onde a rede Siresp deixou de funcionar, afirmou à agência Lusa o presidente daquele município do distrito de Leiria.
"O Siresp [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal] funcionou de manhã e à tarde deixou de funcionar. Nunca mais voltou a funcionar, a não ser em algumas zonas em São Mamede", disse André Sousa.
O autarca da Batalha, que falava à Lusa depois das 22:00 horas de quarta-feira a partir de Fátima, no concelho vizinho de Ourém, para onde se deslocou para ter rede de telemóvel, precisou que "a rede Siresp funcionou desde as 05:00 até às 11:00, 12:00".
"A partir daí, deixou de funcionar completamente, a não ser em algumas zonas em São Mamede", reafirmou.
Destacando que a "principal notícia" é que o concelho não registou vítimas, o presidente da Câmara referiu que há "seis desalojados, mas todos eles encontraram solução".
Alvaiázere com "cenário catastrófico"
O presidente do Município de Alvaiázere disse que o concelho tem um "cenário catastrófico" e referiu que foi sem apoio regional ou nacional que os agentes locais da Proteção Civil responderam ao embate da depressão Kristin.
"Em Alvaiázere, temos um cenário catastrófico com centenas de habitações muito danificadas estruturalmente, algumas pessoas desalojadas", afirmou João Paulo Guerreiro, na quarta-feira, pelas 23:00 horas, em conversa telefónica com a Lusa a partir de Leiria, onde conseguiu ter rede de telemóvel.
De acordo com João Paulo Guerreiro, na quarta-feira conseguiu-se desobstruir estradas, "das principais até às secundárias", mas, ainda assim, "ficaram [vias] muito secundárias" por desimpedir.
"Montámos uma zona de acolhimento que, neste momento, está com cinco pessoas, com apoio médico, com apoio psicológico, e estamos, infelizmente, sem eletricidade e sem comunicações", referiu o autarca.
O presidente da Câmara adiantou que a "principal prioridade é terminar os trabalhos de remoção das dezenas de milhares de árvores caídas", assim como "manter a segurança das pessoas e restabelecer a normalidade na eletricidade e na comunicação".
Força Aérea tenta restabelecer normalidade na Base Aérea de Monte Real
A Força Aérea está a tentar restabelecer a normalidade da atividade da Base Aérea N. 5 em Monte Real, Leiria, depois desta unidade ter sofrido na quarta-feira "danos significativos", mas sem deixar feridos, causados pela tempestade.
Apesar do impacto, a "Força Aérea mantém operacional a missão de defesa aérea do país", refere em comunicado este ramo das Forças Armadas portuguesas.
É adiantado que a Força Aérea começou "a atuar de imediato para restabelecer a normalidade da atividade da Unidade, dando prioridade à segurança dos militares e trabalhadores civis que ali prestam serviço".
A passagem da depressão Kristin afetou de forma muito significativa a zona de Leiria, "com Monte Real a registar impactos notáveis", incluindo na Base Aérea, que sofreu danos significativos dos quais não resultaram feridos, cingindo-se a danos materiais avultados.
Nesta base aérea foi registada uma rajada de vento de 178 quilómetros por hora, um valor acima dos registados na quarta-feira pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera em toda a sua rede.
Linhas ferroviárias do Norte, Beira Baixa e Oeste mantêm-se suspensas
A circulação nas linhas ferroviárias do Norte, entre Lisboa e Porto, para os comboios de longo curso, da Beira Baixa e do Oeste mantinham-se às 06:30 horas desta quinta-feira suspensas devido a problemas causados pelo mau tempo, segundo a CP.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse à Lusa, cerca das 06:30, que não forma registadas durante a noite "ocorrências significativas".
O 'site' da ANEPC regista, contudo, cerca de uma centena de ocorrências, muitas ainda de quarta-feira.
Na sua página na rede social Facebook, a CP indica que devido à passagem da depressão Kristin pelo território continental a circulação nas Linhas da Beira Baixa, do Oeste e do Norte, entre Porto e Lisboa, para os comboios de longo curso e serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento continuam suspensas.
Na quarta-feira, a CP informou ter suspendido a venda de bilhetes para hoje para os comboios Alfa Pendular e Intercidades das linhas do Norte, Beira Alta e Beira Baixa.
A circulação ferroviária esteve na quarta-feira também suspensa nas linhas do Douro, Sul, de Évora, Beira Alta e nono Ramal de Tomar e no serviço regional entre Coimbra B e Aveiro (Linha do Norte).
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