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Médicos portugueses com perda real de salário de 1,8% na última década

Remunerações de enfermeiros, ajustadas em função do poder de compra, são também das mais baixas a nível europeu.

A saúde foi um dos setores com contribuição negativa para a inflação.
Sara Matos
Maria Caetano mariacaetano@negocios.pt 05 de Dezembro de 2022 às 11:33

Os médicos portugueses enfrentaram na última década uma perda real nas remunerações que atinge os 1,8% no caso dos profissionais de clínica geral, segundo dados da OCDE publicados nesta segunda-feira.

 

Já os médicos especialistas conhecem uma perda real de rendimentos que atinge os 1,6% no período de 2010 a 2020, de acordo com o relatório "Health at a Glance" da organização, que atualiza a análise da evolução nas remunerações do pessoal de saúde no grupo dos países europeus.

 

"Em Portugal, ocorreu uma redução entre 2010 e 2012; desde então, a remuneração dos médicos tem aumentado, mas mantinha-se em 2020 mais baixa do que em 2010 em termos reais", refere a publicação.

 

Além de Portugal, também na Eslovénia e no Reino Unido estes profissionais de saúde conhecem uma perda real das remunerações ao longo da ultima década.

 

Também os salários dos enfermeiros portugueses registam uma das piores situações, em termos comparados. Em linha com o salário médio nacional, a remuneração destes profissionais era em 2020 a terceira mais baixa de um grupo de 20 países da UE analisados pela OCDE.

 

Em paridades de pode de compra, atingia os 21.400 euros anuais, apenas à frente das remunerações na Letónia e na Lituânia. A média do grupo analisado estava em 35.300 euros anuais.

 

 

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