Militares guineenses reabrem fronteiras
A resolução da crise política aberta na sequência do golpe de Estado poderá está em vias de resolução.
A Junta Militar guineense, que na quinta-feira passada protagonizou um golpe do Estado, reabriu ao final da noite de ontem as fronteiras do país, voltando a permitir a circulação através das vias aérea, terrestre e marítima. Em Bissau, segundo um depoimento recolhido pelo Negócios, a situação está “completamente calma” e está-se a fazer uma “vida normal”. O recolher obrigatório foi também cancelado.
A resolução da crise política aberta na sequência do golpe de Estado poderá está em vias de resolução. Um político guineense contactado pelo Negócios, sob anonimato, diz estar “convencido de que a intervenção da CEDEAO” poderá ter resultados positivos.
O presidente da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados Africanos), Desire Quedraogo, está desde ontem na capital guineense e após uma reunião com os militares exigiu, de acordo com a agência Lusa, “o retorno à ordem constitucional” e a libertação do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e do presidente interino, Raimundo Pereira.
A mesma fonte, ouvida pelo Negócios, acrescenta que têm havido “reuniões atrás de reuniões” e que se está a trabalhar “para que haja respeito pela legalidade constitucional” e pela “devolução do poder legítimo ao povo”.