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Negociações entre PS e PSD são "conversas de alcova"

O secretário-geral do PCP admitiu hoje existir "um acerto" entre o anúncio de Cavaco Silva sobre a sua candidatura, esta noite, com o desfecho das negociações entre PS e PSD, que intitulou de "conversas de alcova".

26 de Outubro de 2010 às 18:52

O líder comunista, Jerónimo de Sousa, falava aos jornalistas na residência oficial do primeiro ministro, em São Bento, no final de uma audiência de menos de 30 minutos com José Sócrates - em que esteve acompanhado pela deputada Paula Santos e pelo membro da comissão política do PCP Ângelo Alves -, no âmbito da preparação do próximo Conselho Europeu, que decorre esta quinta e sexta-feira.

"É coisa sabida, já tinha sido anunciada por um dos seus porta-vozes, através de um canal televisivo. Estava tudo combinado, está tudo acertado", disse, numa referência ao anúncio, pelo comentador político e conselheiro de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, de que Cavaco Silva anunciará a sua recandidatura esta noite.

Jerónimo de Sousa disse admitir "perfeitamente que haja também um acerto entre o anúncio desta candidatura com o desfecho destas negociações entre PS e PSD" sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2011.

Negociações que o líder comunista apelida de "conversa de alcova".

"Esta grande encenação e dramatização deve ter um desconto por parte dos portugueses, porque olhando para o concreto dos entendimentos já estabelecidos e do acordo que existe em relação a matérias como o corte dos salários, o congelamento das pensões e das reformas, o corte dos apoios sociais, do investimento, no manter praticamente intocável o lucro, a especulação bolsista, não pondo a banca a pagar o que devia pagar, há aqui uma base muito larga de entendimento", defendeu.

Para Jerónimo de Sousa, as propostas já apresentadas pelo PSD são "mais um 'pró-forma' para esconder de facto este largo entendimento existente entre eles".

"Isto é quase escolher entre sair da frigideira e cair no lume. Esta ideia peregrina de que mais vale um orçamento qualquer, por péssimo que seja, que não resolva os problemas nacionais, a troco de haver um orçamento, é uma situação inaceitável de chantagem e de pressão", sustentou.

No entanto, Jerónimo de Sousa acredita que a decisão final sobre o OE para 2011 não caberá "nem a Sócrates nem a Passos Coelho", mas será "o poder económico e o sector financeiro que determinarão o desfecho desta grande encenação".

"O que se deveria fazer era procurar um Orçamento que correspondesse ao interesse nacional, às perspectivas de crescimento e de desenvolvimento e de justiça social", referiu, prometendo defender alternativas a este OE na discussão parlamentar.

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