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“O aeroporto e a TAP são indispensáveis”, diz Costa Silva

O consultor do Governo defendeu a importância do investimento na ferrovia, mas destacou que a construção de um novo aeroporto na Área Metropolitana de Lisboa também é "indispensável".

Lusa
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 21 de Julho de 2020 às 14:19
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O foco principal é a ferrovia, mas o transporte aéreo não ficou esquecido na Visão Estratégica desenhada por António Costa Silva, para o Plano de Recuperação Económica de Portugal da próxima década. Na apresentação do documento, que teve lugar esta terça-feira no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o consultor do Governo destacou a importância de um novo aeroporto na Área Metropolitana de Lisboa e, questionado sobre a TAP, também não teve dúvidas. 

"Pela própria geografia do país, o aeoporto é indispensável para a economia portuguesa, e a TAP também é indispensavel. Podemos ter muitas discussões, mas não estamos na idade das cavernas. Não estamos numa caverna a dialogar com a caverna ao lado. Estamos num mundo global, que vai ser ajustado", ressalvou o presidente da petrolífera Partex. 

"Quando se olha para a performance da economia portuguesa, a questão da conectividade é absolutamente vital. A ferrovia é cada vez mais importante e a ligação Porto-Lisboa de alta velocidade é muito importante. As ligações aéreas de 600 quilómetros vão ser simplesmente proibidas, e já discute também a proibição das deslocações de mil quilómetros. Vai haver um grande ajustamento na aviação internacional", complementou o gestor. 

Na versão final do documento que entregou ao Governo, e que vai servir de base ao plano de recuperação da economia que o Executivo terá de entregar a Bruxelas, Costa Silva aconselha a construção do Aeroporto para a grande Área Metropolitana de Lisboa, sem referir a localização, "tendo em conta que as ligações aéreas são fundamentais na performance da economia portuguesa, e isso tem a ver não só com o turismo, que é um setor crucial da economia, mas também com muitas outras fileiras económicas". 

O plano também destaca a necessidade de "assegurar que todo o país, em particular a região norte, onde há uma concentração elevada de empresas exportadoras, tenha uma cobertura adequada de ligações aéreas, que são essenciais para estimular a competitividade". 

No debate que seguiu a apresentação do plano estratégico, foi ouvido sobre o mesmo tema Paulo Pinho, Professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que afirmou "não conceber um país da Europa que não tenha um aeroporto efetivo na sua capital, que corresponda às suas necessidades". Sobre a transportadora intervencionada pelo Estado, Paulo Pinho considerou que "A TAP é parte deste país e assim deve continuar a ser".

Ainda assim, o especialista também focou a necessidade de priorizar a ferrovia no plano de investimentos para os próximos anos, e deu o exemplo do plano rodoviário nacional, que arrancou nos anos 80, e que deu origem a "um novo paradigma" na economia portuguesa. 

"A certa altura, na fase final, até houve alguns excessos, mas depois travou-se, e hoje temos um país fundamentalmente diferente, fruto desse plano rodoviário nacional", lembrou.

"A nossa ferrovia vem do século passado. Temos de pensar nela enquanto valor estratégico, seja em termos de integração, de valorização ambiental e do seu contributo para a neutralidade carbónica, que é um desafio imenso. É um investimento estratégico e temos de nos pôr todos de acordo sobre ele, e rapidamente. Há investimentos consensualizados que já podem avançar", concluiu o docente. 

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