OCDE: Economia portuguesa vai continuar em quebra
O indicador avançado da OCDE para Portugal deslizou pelo décimo mês consecutivo. O que indica que o recuo económico vai continuar no futuro próximo. A nível global, as perspectivas continuam a ser de abrandamento. EUA parecem estar num ponto de viragem.
Em Novembro, pelo décimo mês consecutivo, o indicador compósito avançado desceu, situando-se agora em 96,85. O número representa uma variação mensal negativa de 0,6% face a Outubro. Uma taxa que mostra que as perspectivas de recuo se intensificaram ligeiramente no último mês analisado pela OCDE.
Em termos homólogos, a variação negativa também ganhou maior expressão, com uma queda de 5,74% em Novembro. Isto porque, no mesmo mês de 2010, o indicador avançado estava em 102,75.
Para a OCDE, o indicador compósito avançado indica qual o desempenho da economia em relação à tendência de longo prazo num período, em média, de seis meses.
Os números da OCDE apontam, então, para que se agrave a recessão em Portugal, tal como avançam os números de outros instituições. No Orçamento do Estado do Governo de Passos Coelho está indicada uma contracção de 2,8% do PIB este ano. O Banco de Portugal prevê, segundo os dados divulgados esta semana, uma contracção de 3,1% em 2012 e só estima um avanço económico em 2013, na ordem dos 0,3%.
Mundo em abrandamento; EUA, Japão e Rússia mostram sinais de crescimento
Numa altura em que Portugal se encontra em recessão, as exportações continuam a ser vistas como o sector que dará o impulso para uma recuperação. Contudo, os números da OCDE indicam que, a nível global, a economia continua a caminhar para um ligeiro abrandamento.
Os países da Zona Euro, principais parceiros comerciais de Portugal, estão também sob essa perspectiva de enfraquecimento do avanço das suas economias.