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Passos diz que "não há projectos inteligentes" que resistam ao incumprimento

Primeiro-ministro insistiu na necessidade de equilibrar as contas públicas e de reduzir, de forma estrutural, a despesa pública.

5.º- Pedro Passos Coelho
Primeiro-ministro cai dois lugares na tabela. A negociação com a troika foi transferida para Portas.
Rita Faria afaria@negocios.pt 09 de Outubro de 2013 às 11:21
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“Depois de, no segundo trimestre, termos interrompido a trajectória de contracção que a economia portuguesa registava há dez trimestres, a discussão em torno do crescimento sustentável de que precisamos para o futuro deve estar ainda mais presente no espaço público”, afirmou o primeiro-ministro, na Convenção Empresarial promovida pela AIP. “Os indicadores de conjuntura que vão sendo publicados justificam um optimismo moderado para os números do terceiro trimestre”.

 

Perante uma plateia de mais de 1.500 empresários, Passos Coelho elogiou o desempenho das

Não há projectos inteligentes de promoção do crescimento que resistam ao incumprimento do Programa de Assistência. Para atingirmos o objectivo de equilibrar as contas públicas temos de reduzir de modo estrutural a despesa do Estado.
 
Pedro Passos Coelho

empresas exportadoras. Segundo o primeiro-ministro, “as exportações têm prosseguido o seu crescimento a bom ritmo”, e que se pensarmos no contexto internacional desfavorável “mais impressionantes se tornam os resultados das nossas empresas exportadoras”.

 

“Estes resultados devem-se ao trabalho e engenho dos nossos empresários e trabalhadores. Têm dado um exemplo extraordinário ao País e à Europa da capacidade de transformação da nossa economia”, acrescentou.

 

No discurso de abertura da Convenção Empresarial, o chefe do Governo garantiu que as prioridades do País são a “competitividade e a internacionalização, sobretudo das PME, o investimento no capital humano, a inclusão social e o emprego”, dando como exemplo o incentivo à integração de doutorados nas empresas. “Daremos preferência à competitividade das empresas em detrimento das infraestruturas de grande dimensão, e ao capital humano em detrimento de mais estradas”.

 

O primeiro-ministro insistiu também na necessidade de equilibrar as contas públicas nacionais, já que não há estratégia de crescimento que consiga resistir ao incumprimento do programa de ajuda.

 

“Não há projectos inteligentes de promoção do crescimento que resistam ao incumprimento do Programa de Assistência. Para atingirmos o objectivo de equilibrar as contas públicas temos de reduzir de modo estrutural a despesa do Estado”, explicou.

 

Passos Coelho insistiu que não haverá um bom ambiente para a recuperação da procura interna e do consumo das famílias “se o cumprimento das obrigações decorrentes da nossa pertença ao euro estiver sempre debaixo de um ponto de interrogação”. E também não haverá condições para crescer se a “necessária” redução da carga fiscal for “perpetuamente inviabilizada” porque não fomos capazes de diminuir estruturalmente a despesa pública.  

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