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População caiu em 86% dos concelhos desde 2011. Veja no mapa o que aconteceu no seu

Veja no mapa como evoluiu a população do seu concelho entre 2011 e 2019.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 20 de Junho de 2020 às 15:00
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(Nota: No mapa em cima clique em cada concelho para ver a sua população em 2019 e como variou face a 2018, 2014 e 2011)

Entre 2011 e 2019 Portugal perdeu cerca de 246,5 mil habitantes, o que corresponde a uma redução de 2,34% na população do país, segundo as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE). E em 264 municípios (85,7% do total) o número de residentes diminuiu.

O período ficou marcado pela entrada da troika no país, em 2011, e as políticas de austeridade seguidas. A crise levou a uma redução na chegada de imigrantes mas também a um aumento da emigração de portugueses que procuraram oportunidades de emprego noutros países.

Nestes oito anos acentuou-se também uma tendência de perda mais acentuada de população no interior do país, sendo que os concelhos que registaram as maiores descidas no número de habitantes (em termos percentuais) se localizam praticamente todos no interior, fazendo quase uma "faixa" ao longo da fronteira com Espanha.

Mas também cidades como Lisboa e Porto registaram uma redução assinalável na população. Na capital o número de residentes encolheu em quase 33 mil pessoas, uma queda de 6%. Enquanto na Invicta, os habitantes decresceram 7%, o que representa menos 16.455 pessoas.

Em ambos os casos, a pressão dos preços da habitação "empurrou" a população para os concelhos da periferia, tendo alguns destes registado aumentos significativos na população, como por exemplo Odivelas, Mafra, Loures, Amadora, Cascais, Oeiras, Seixal e Maia.

Grande Lisboa ganha população, Grande Porto perde

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) viu a população no conjunto dos seus 18 municípios aumentar em 1,3%, o que representa um acréscimo de 36,2 mil habitantes entre 2011 e 2019.

Na Área Metropolitana do Porto (AMP), contudo, o cenário é quase simétrico, com um decréscimo de 1,75% no total da população, o que corresponde a menos 30,7 mil residentes.

Apesar do aumento na população, a AML conta com cinco municípios a apresentarem um saldo negativo: Almada, Barreiro, Lisboa, Moita e Setúbal.

Alcochete (10,44%), Montijo (10,06%) e Odivelas (9,63%) são os concelhos da AML com maior crescimento populacional nestes oito anos.

Já dos 17 municípios que integram a Área Metropolitana do Porto apenas Valongo (3,03%), Maia (2,23%) e Vila do Conde (0,04%) viram a população crescer. Sendo que no caso de Vila do Conde se tratam somente de mais 35 habitantes, num município com quase 80 mil residentes.

Quase todas as capitais de distrito perdem habitantes

Das 18 capitais de distrito de Portugal continental apenas os concelhos de Aveiro e Braga registaram um aumento da população, de 0,8% e de 0,3%, respetivamente.

Nos restantes distritos todas as capitais sofreram perda de habitantes, com destaque para Portalegre, cuja população diminuiu 9,9%, e Guarda (-7,5%).

 

Um sexto dos concelhos com queda superior a 10%

São 51 os municípios – praticamente um em cada seis – que registaram um decréscimo superior a 10% na população entre 2011 e 2019.

O caso mais dramático é o de Alcoutim, com uma redução de 23,3% no número de habitantes. O concelho algarvio perdeu 657 residentes no espaço de oito anos, passando de 2.816 habitantes em 2011 para 2.159 no ano passado.

No Alentejo são três os municípios - Gavião, Nisa e Mora – que perderam mais de 15% da população face a 2011.

Ainda com quebras superiores a 15% existem mais três concelhos: Almeida, Castanheira de Pêra e Idanha-a-Nova.

Arruda dos Vinhos é o concelho com maior aumento

O município de Arruda dos Vinhos regista um aumento de 12,5% na população face a 2011, o que corresponde a mais 1.710 residentes, num concelho que conta agora com 15.412 habitantes.

Seguem-se Alcochete (10,4%), Montijo (10,1%), Odivelas (9,6%) e Mafra (8,4%), todos na periferia de Lisboa.

A sexta maior subida pertence ao concelho com menos habitantes do país: o Corvo. O município açoriano viu a população crescer de 431 para 464 em oito anos, o que representa um incremento de 7,7%.

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