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População portuguesa aumenta pela primeira vez em 10 anos devido à imigração

Estão a imigrar mais pessoas para Portugal e a emigração também está a diminuir. O número de nascimentos baixou, mas a redução de óbitos foi maior.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 13 de Novembro de 2020 às 13:02
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O número de imigrantes a residir em Portugal aumentou em mais de 40 mil no ano passado, o que permitiu mais do que compensar o continuado decréscimo natural (nascimentos menos óbitos) da população portuguesa.

 

2019 fica assim marcado pela inversão de tendência de descida da população a residir em Portugal, que tinha acontecido em todos os nove anos anteriores.  


Segundo o relatório publicado pelo INE esta sexta-feira, 13 de novembro, a "população residente em Portugal foi estimada em 10.295.909 pessoas, o que representa um aumento de 19.292 habitantes relativamente ao ano anterior, após nove anos de decréscimo populacional".

 

Este aumento é explicado pelo saldo migratório. O INE estima que durante 2019 entraram em Portugal 72.725 imigrantes permanentes, mais 68,5% que em 2018, ano em que entraram 43.170. Tendo em conta que saíram 28.219 emigrantes permanentes (menos 10,7% que em 2018), o saldo migratório foi positivo pelo terceiro ano consecutivo e bem superior aos últimos anos. Passou de 4.886 em 2017, para 11.570 em 2018 e 44.506 em 2019.


Este forte aumento do saldo obrigatório compensou a deterioração do saldo natural, que voltou a ser negativo, apesar de os nascimentos até terem baixado menos do que os óbitos.

Segundo o INE, o número de nascimentos baixou 0,5% para 86.579 nados-vivos, enquanto o número de óbitos baixou 1,1% para 111.793.

"O acréscimo populacional verificado em 2019 resultou do aumento da taxa de crescimento migratório para 0,43% (0,11% em 2018), já que a taxa de crescimento natural se manteve em -0,25%", refere o INE.

Da totalidade dos óbitos de pessoas residentes em Portugal, 42,2% ocorreram em idades iguais ou superiores a 85 anos. O número de óbitos infantis foi 246, menos 41 que em 2018. A taxa de mortalidade infantil diminuiu para 2,8 óbitos por mil nados-vivos (3,3‰ em 2018).

Veja aqui a distribuição da população residente por concelho e a variação face a 2011:



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