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Risco de pobreza manteve-se em 2014 mas subiu entre os idosos (act)

Em 2014, 19,5% das pessoas estavam em risco de pobreza. De uma forma geral, a percentagem manteve-se face ao ano anterior. Entre os idosos, porém, subiu pelo segundo ano consecutivo.

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No ano passado 19,5% das pessoas em Portugal estavam em risco de pobreza, valor idêntico ao do ano anterior. No entanto, a população idosa registou um aumento do risco de pobreza pelo segundo ano consecutivo, de acordo com a informação divulgada esta sexta-feira, 17 de Dezembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O inquérito às condições de vida e de rendimento, realizado este ano sobre rendimentos do ano passado, considera que a taxa de risco de pobreza correspondia à proporção de habitantes com rendimentos líquidos anuais por adulto inferiores a 5.059 euros em 2014 (422 euros por mês). Esta linha de pobreza relativa corresponde a 60% da mediana da distribuição dos rendimentos.

De uma forma geral, a taxa de risco de pobreza foi de 19,5% em 2014, percentagem idêntica à que foi registada no ano anterior, mas que representa um agravamento face à situação de 2011 (17,9%) e 2012 (18,7%).

Os dados agora divulgados pelo INE parecem indicar, no entanto, que de uma forma geral diminuiu a intensidade da pobreza. A insuficiência de recursos da população em risco de pobreza, que tinha aumentado em 2012 e 2013, cai agora 1,3 pontos percentuais, situando-se em 29% em 2014. Uma percentagem que está, ainda assim, acima do que foi registado em 2012.

Pobreza sobe entre os idosos

Entre os idosos, porém, o risco de pobreza aumenta pelo segundo ano consecutivo. De acordo com o destaque do INE, a taxa de risco de pobreza para a população idosa foi de 17,1%, superior em dois pontos percentuais ao valor registado em 2013 (15,1%). 

"Assim, 2014 é o segundo ano consecutivo em que se registou um aumento do risco de pobreza para a população idosa", embora se mantenha uma quebra a logo prazo: menos 11,8 pontos desde o início da série, em 2003 e menos 2,9 pontos percentuais desde 2010.

Entre as crianças e os jovens (menores de 18 anos), pelo contrário, e entre os adultos, o risco de pobreza caiu ligeiramente, face ao ano anterior. Entre as crianças de 25,6% para 24,8%. Entre os adultos de 19,1% para 18,1%.

Em que famílias é que o risco é maior?

É nas famílias com dois adultos e três ou mais crianças (37,7%) que o risco de pobreza é mais elevado, seguido das famílias com apenas um adulto e pelo menos uma criança (13,7%).

Agrdgados familiares sem crianças são os que registam a percentagem mais baixa (13,7%).

O INE destaca que o risco de pobreza dos idosos que vivem sós subiu de 22,5% para 26,8% em apenas um ano.

Indicadores positivos em 2015

O INE ainda não revela os indicadores oficiais de pobreza para 2015, mas a informação apresentada aponta para a melhoria, ao longo deste ano, de outros indicadores apresentados.

Por um lado porque se reduziu o indicador de privação material, através do qual se avalia a falta de capacidade (financeira ou não) de assegurar algumas despesas básicas, como despesas inesperadas, o pagamento de uma semana de férias, o cumprimento de obrigações como o pagamento de rendas, o acesso a uma refeição de carne ou de peixe de dois em dois dias ou o aquecimento da casa, entre outros indicadores.

A taxa geral de privação material, que abrange as situações em que não há acesso a pelo menos três dos nove itens analisados, baixou de 25,7% para 21,6%.  A taxa de privação severa também é menor.

Ainda assim, mais de metade das pessoas vivem em famílias sem capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa e 40,7% das pessoas vivem em agregados que não têm a capacidade de assegurar uma despesa inesperada próxima de 422 euros sem recorrer a um empréstimo.

A população em risco de pobreza ou exclusão social manteve-se em 2014 nos 27,5% mas caiu em 2015 para 26,3%. Trata-se de um outro indicador que conjuga o risco de pobreza com a privação material e a intensidade laboral.

Actualizado pela última vez às 13:05 com mais informação do INE

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