Tesouro dos EUA impõe sanções a empresas chinesas
O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros designou 10 empresas e indivíduos no Médio Oriente, na Ásia e na Europa Oriental por ajudarem o Irão a obter armas e matérias-primas.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou esta sexta-feira sanções contra 10 empresas e indivíduos, entre os quais empresas chinesas, por apoiarem a indústria de armamento iraniana.
O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) designou empresas e indivíduos no Médio Oriente, na Ásia e na Europa Oriental por ajudarem o Irão a obter armas e matérias-primas para os drones Shahed e para o programa de mísseis balísticos.
O Tesouro afirmou que está preparado para alargar as sanções de modo a incluir empresas que apoiem outro tipo de comércio externo iraniano, incluindo companhias aéreas, e sanções "secundárias" a instituições financeiras, "incluindo as ligadas às refinarias 'teapot' independentes da República Popular da China", uma rede de refinarias privadas que importam crude com desconto do Irão e da Rússia.
A lista de empresas sancionadas inclui a Yushita Shanghai, por ajudar o Centro para o Progresso e Desenvolvimento do Irão (CDPI), responsável por obter tecnologia avançada para a indústria militar iraniana, segundo o Tesouro.
Da mesma forma, a chinesa Hitex Insulation Ningbo foi sancionada por cooperar com o programa de mísseis balísticos iraniano.
A rede de empresas permitia ao Irão obter os sistemas de defesa aérea MANPADS, enquanto outras empresas sediadas em Hong Kong, Dubai e Bielorrússia atuavam como intermediárias para ocultar as ligações com Teerão.
Estas sanções contra empresas chinesas que colaboram com o Irão surgem menos de uma semana antes da viagem de Trump à China para uma cimeira com o Presidente chinês, Xi Jinping, na qual o conflito ainda por resolver no Médio Oriente terá um peso importante na agenda.