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Trump diz a empresários que vai cortar a regulação em 75% "ou talvez mais"

O novo presidente dos Estados Unidos juntou um grupo de líderes empresariais na Casa Branca para anunciar que pode cortar a regulação em 75% ou "talvez mais" e que vai reduzir a carga fiscal sobre as empresas.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 23 de Janeiro de 2017 às 16:30
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Donald Trump iniciou a sua primeira semana no cargo de presidente dos Estados Unidos com uma reunião, na Casa Branca, com vários líderes empresariais, onde anunciou que a sua administração pode cortar a regulação a que as empresas estão sujeitas em 75% "ou talvez mais".

Segundo a imprensa internacional, nesse encontro com dez executivos, Trump repetiu as promessas que fez durante a campanha de aliviar a regulação das empresas, argumentando que "ficou fora de controlo".

"Vamos cortar a regulamentação de forma maciça", mas as regras serão igualmente "protectoras" para as pessoas, afirmou o presidente dos Estados Unidos aos jornalistas, citado pela CNBC, na reunião que contou com empresários como o CEO da Tesla, Elon Musk, e Kevin Plank, CEO da Under Armour.

No encontro, o novo líder da Casa Branca reiterou ainda a sua intenção de baixar a carga fiscal sobre as empresas, reduzindo o imposto (equivalente ao IRC) dos actuais 35% para 20% a 15%. Trump sublinhou também que pretende recompensar as empresas que produzem nos Estados Unidos e impor taxas sobre os produtos que as empresas norte-americanas produzem no exterior.

"O que queremos fazer é trazer de volta a produção para o nosso país (…) Isso não significa que não façamos comércio, porque fazemos. Mas queremos fazer os nossos produtos aqui", declarou o chefe de Estado.

De acordo com a CNBC, a administração Trump já negociou um acordo com a United Technologies para que a sua unidade da Carrier mantenha alguns postos de trabalho no Indiana, em vez de os transferir para o México, em troca de 7 milhões de dólares em incentivos ao longo de vários anos.

Desde o início da campanha que a criação de postos de trabalho e o retorno da produção a solo americano têm sido bandeiras de Donald Trump, que fez das fabricantes automóveis um dos seus principais alvos. A criação de 25 milhões de novos empregos na próxima década é uma das prioridades da administração Trump, e que consta da lista publicada pela Casa Branca na passada sexta-feira, 20 de Janeiro, praticamente à mesma hora em que Donald Trump se tornava oficialmente no 45.º presidente dos Estados Unidos. 

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