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Vendas a retalho em abril ligeiramente acima dos níveis de 2019

As vendas a retalho em Portugal dispararam mais de 28% em abril face a igual mês do ano passado, quando o país estava em confinamento. O INE assinala que o índice de vendas encontra-se ligeiramente acima dos valores observados em abril de 2019.

Maioria dos empresários acredita que o nível de atividade deve retomar no início de 2022.
Vitor Mota
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 28 de Maio de 2021 às 11:17
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As vendas a retalho em Portugal aumentaram 28,3% em abril face a igual mês de 2020, o que é explicado pela situação de confinamento vivida em abril do ano passado, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No entanto, o índice de volume de negócios no comércio a retalho situa-se em 115,9 pontos, "ligeiramente superior" aos 115,6 pontos registados em abril de 2019, nota o INE.

Os dados de abril mostam também uma forte aceleração face à subida homóloga de 1,7% observada em março, mês em que o desconfinamento ainda estava nas primeiras fases e que compara com março de 2020 em que só a partir da segunda quinzena foram adotadas medidas restritivas. 

Esta subida em abril, diz o INE, reflete "a forte recuperação nos produtos não alimentares". O crescimento homólogo nos produtos não alimentares ascendeu a 47,1%, quando tinha sido de apenas 5,5% em março. Já nos produtos alimentares o volume de negócios subiu 11,4%, o que compara com a quebra de 2% observada em março.

No que toca ao emprego no setor, verifica-se igualmente uma melhoria. O índice de emprego no comércio a retalho registou uma quebra de 0,5% face a abril do ano passado, quando em março esse valor era de -5,2%, enquanto as remunerações subiram 4% em abril, contrariando a quebra de 2,6% observada em março.

O índice de horas trabalhadas disparou, fruto do alívio das restrições, que permitiu alargar os horários de funcionamento do comércio. Assim, face a abril de 2020 o número de horas trabalhadas subiu 34,7%, quando em março a quebra homóloga tinha sido de 8,5%.
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