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Falta de engenheiros físicos leva empresas a pagar propinas em Aveiro

Quatro indústrias portuguesas e duas multinacionais financiam o primeiro ano a seis alunos do mestrado integrado na Universidade de Aveiro. Esta mão-de-obra qualificada é escassa para as necessidades empresariais.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 21 de Julho de 2015 às 17:30
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Seis empresas vão financiar a propina do primeiro ano, no valor de 1.063,47 euros, aos estudantes com as médias de acesso mais elevadas – e superiores a 14 valores – que ingressarem no Mestrado Integrado de Engenharia Física (MIEF) da Universidade de Aveiro no próximo ano lectivo. A primeira fase de candidaturas ao Ensino Superior arrancou na segunda-feira, 20 de Julho, disponibilizando 50.555 vagas, menos 265 do que as existentes em 2014.

 

Responsáveis pela conceção, optimização e desenvolvimento de produtos e sistemas; responsáveis de equipas multifuncionais; responsáveis pelo controlo de qualidade e sistemas de inovação. São estas as três principais saídas profissionais para os alunos com esta formação, que no final do curso vão trabalhar sobretudo em empresas dos sectores automóvel, espacial, energia, telecomunicações, robótica, medicina, biomedicina e materiais.

 

"Nos últimos anos verificou-se um crescimento no número de empresas regionais e nacionais que têm apostado em produtos de elevado valor acrescentado. Estas necessitam de profissionais com formação sólida em áreas científico tecnológicas e com capacidade de resolução de problemas e de desenvolvimento de produtos baseada numa análise dos processos base. Este tipo de perfil profissional não é frequente na maioria das graduações nacionais, pelo que o mercado revela escassez de profissionais com este perfil", explicou ao Negócios o director do departamento de Física da academia aveirense, João Miguel Dias.

 

No prémio de mérito criado para esta área de formação, apontada como sendo actualmente a quarta com maior taxa de empregabilidade no Ensino Superior português, vão participar as portuguesas Prirev (revestimentos), Costa Verde (porcelanas), MT Brandão (instrumentação e equipamentos científicos) e Chatron (energia solar e painéis fotovoltaicos), além de duas multinacionais com presença industrial no distrito de Aveiro: a alemã Bosch (termotecnologia) e a austríaca Aspöck(iluminação automóvel).        

 

Segundo apontou João Miguel Dias, que não arriscou quantificar a carência actual no mercado de trabalho, a formação em Engenharia Física "contribui para suprir as necessidades do tecido industrial", já que forma profissionais "de largo espectro de formação, com capacidade de análise dos processos fundamentais e de resposta às exigências inerentes às tecnologias de ponta de carácter multidisciplinar".

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