Professores admitem prolongar greve às avaliações até 5 de Julho
“Se o ministério da Educação não se mostrar flexível e não abrir mão de nada, continuaremos a greve às avaliações”, garantiu Mário Nogueira, no dia em que retomam as negociações entre sindicatos e governo.
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) admite prolongar a greve às avaliações até ao dia 5 de Julho, caso as pretensões dos professores não sejam satisfeitas na reunião que terá hoje com o Governo.
A notícia é avançada pela Rádio Renascença, que cita a estrutura sindical da Fenprof, dando conta que o pré-aviso de greve será apresentado no final da reunião, marcada para as 11h30, caso as negociações não satisfaçam as pretensões dos professores.
“Se o ministério da Educação não se mostrar flexível e não abrir mão de nada, e continuar como desde a primeira reunião, em que não alterou nenhuma das suas posições, continuaremos a greve às avaliações, sob pena de deitar fora toda a luta dos professores, e isso não vamos fazer”, assegura o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira (na foto à esquerda).
“Aquilo que esperamos é que o Ministério da Educação tenha lido bem qual é a disposição dos professores, penso que o fez, uma vez que marcou esta reunião, espero é que o tenha feito em pleno”, afirma o dirigente, citado pela Renascença.
Na sexta-feira os oito sindicatos dos professores, incluindo a Fenprof, tinham decidido manter a greve às avaliações durante esta semana. O que agora está em causa é novo período de greve, durante mais uma semana.
A greve às reuniões de avaliação dos alunos começou a 7 de Junho. Os professores contestam o aumento da carga horária lectiva de 35 para 40 horas semanais, a colocação em escolas a longas distâncias da sua residência e temem o despedimento com a aplicação do regime de requalificação (mobilidade especial) da Função Pública.