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Ministro das Finanças não se compromete com prazo para salário mínimo nos 1.600 euros

Em declarações em Bruxelas, no final da reunião dos ministros das Finanças da UE, Miranda Sarmento disse que "seria especular" apontar daqui a quanto tempo será possível atingir essa meta, pois "depende de muitas variáveis".

miranda sarmento
miranda sarmento Rodrigo Antunes/Lusa
12 de Dezembro de 2025 às 14:36

O ministro das Finanças não se comprometeu com um prazo para que o salário mínimo atinja os 1.600 euros, questionado esta sexta-feira sobre as declarações do primeiro-ministro sobre essa meta. Atualmente, o salário mínimo é de 870 euros.

"Seria especular" dizer daqui a quanto tempo será possível pois "depende de muitas variáveis. Temos de ter ambição, e ambição de reformar o país, aumentar a produtividade, mais crescimento económico", vincou Miranda Sarmento em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas no final da reunião dos ministros das Finanças da União Europeia. 

Sobre a greve, a Miranda Sarmento admitiu terem-se registado "pequenas situações de serviços públicos" fechados na quinta-feira, o que demonstra que "o país trabalhou". 

"Eu não vou comentar números. Quem quis fazer greve, fê-lo, é um direito, [mas] a maioria da administração pública esteve a trabalhar e a esmagadora maioria do setor privado esteve a trabalhar", apontou Miranda Sarmento, 

Questionado se estava a contradizer os números das centrais sindicais sobre a greve geral de quinta-feira, o governante apontou: "Estou a dizer que houve pequenas situações de alguns serviços públicos em que se sentiu algum efeito da greve, mas no geral o país trabalhou".

"Basta ver que o consumo de eletricidade esteve mais ou menos ao nível daquilo que é habitual num dia útil de semana, os levantamentos ATM [multibanco] também tiveram em linha com aquilo que é habitual, portanto o país seguiu a sua vida e quem quis fazer greve tem esse direito e pode exercê-lo", adiantou.

Sobre as negociações relativas à reforma laboral entre Governo e sindicatos, Miranda Sarmento adiantou que essas discussões "se mantêm".

"Aliás, a greve ocorre a meio de uma negociação, porque nenhuma das partes terminou essa negociação e seguramente não o Governo", concluiu.

A greve geral foi convocada pelas centrais sindicais CGTP-IN e UGT, contra alterações à legislação laboral defendidas pelo Governo.

Enquanto o Governo situou a adesão à greve entre os 0 e os 10%, os sindicatos falaram numa adesão superior a 80%, falando em 100% em serviços como o Metro de Lisboa.

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