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Desemprego jovem só terá “solução duradoura” quando “a economia retomar”

Passos Coelho admite que o Governo pode fazer pouco para criar emprego, porque são as empresas que o fazem. A solução é colocar a economia a crescer. Ainda assim, o Governo vai atribuir mais apoios para estágios.

Paulo Duarte/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 09 de Outubro de 2013 às 22:17
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“Temos um problema muito sério com o desemprego, e ele não é apenas fruto desta crise, é fruto do facto de a nossa economia ter ao longo de muitos anos ter gerado uma procura muito superior ao que era capaz de oferecer”, analisou Passos Coelho. Por causa disso, “os mais jovens são duplamente penalizados porque o nível de incidência do desemprego é mais do dobro que no resto da população”.

 

Em resposta à questão de uma jovem desempregada, durante a entrevista à RTP1, o primeiro-ministro explicou que “só é possível encontrar uma solução duradoura para o problema quando a economia retomar”. Porque “são as empresas que criam o emprego”. Por isso, “enquanto não tivermos um crescimento da economia, essa solução acabará por não ser satisfatória”, reconheceu.

 

Apesar de em 2014 já estar previsto um crescimento da economia, “os economistas dizem que enquanto a economia não crescer a um ritmo muito intenso, a quantidade de emprego criada pode tender a não superar a quantidade de emprego que é destruída”. Por isso, “apesar da tendência de redução de desemprego, vai ser mais difícil que ele possa ser reduzido de uma forma tão acentuada” que acompanhe o crescimento económico.

 

Por isso, o Governo aposta “em políticas que ofereçam estágios”, e permitir “aceder a mecanismos de formação profissional” e a “linhas específicas, como o Passaporte Jovem, que permitam aos jovens montar o seu negócio ou manter alguma orientação profissional própria e autonomia”. Actualmente são “60 mil jovens” que beneficiam destes apoios, mas “esse programa será agora alargado”.

 

Os “fundos europeus deram-nos a faculdade de em 2014 podermos executar cerca de 300 milhões de euros nestes programas, espero que essa intensificação encontre eco nos jovens e nas empresas”, concluiu.

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