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Portugal perdeu capacidade de atrair e reter talento em 2022

O país sobe dois lugares no ranking global de talento, ganha no indicador de investimento e desenvolvimento, mas cai dez posições na capacidade de atrair talento estrangeiro e reter o nacional. No indicador de preparação, consegue a melhor posição.

A oferta formativa universitária em matéria de sustentabilidade é diversificada e tem vindo a crescer.
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Paulo Ribeiro Pinto paulopinto@negocios.pt 08 de Dezembro de 2022 às 00:02

Portugal perdeu dez posições na capacidade de atrair talento estrangeiro e reter o nacional, mas consegue melhorias noutros indicadores que permitem ao país escalar duas posições no ranking mundial elaborado pelo Institute for Manegement Development (IMD).

De acordo com a lista divulgada esta quinta-feira, 8 de dezembro, depois de dois anos na 26.ª posição, Portugal conseguiu recuperar dois lugares ocupando agora a 24.ª posição à frente de países como Espanha (32.º) ou Itália (36.º). Apesar deste avanço, ainda está longe de conseguir a 17.ª posição de 2018.


O ranking do instituto suíço avalia "o estatuto e o desenvolvimento das competências necessárias para que as empresas e a economia alcancem a criação de valor a longo prazo", refere o comunicado da instituição. A lista resulta do inquérito a executivos de 64 economias com questões agrupadas em três grandes grupos: a "atratividade", ou seja, a capacidade de atrair talento estrangeiro e reter talento nacional; "investimento e desenvolvimento", que se refere aos recursos destinados "a cultivar uma mão-de-obra local"; e a "preparação", que avalia a qualidade das "aptidões e competências disponíveis no grupo de talentos do país".

No indicador de "investimento e desenvolvimento", Portugal subiu da 25.ª posição para a 22.ª, a melhor posição desde 2018.

O indicador de "preparação" é aquele em que o país está mais bem classificado, ocupando a 19.ª posição entre 63 países. Aqui incluem-se resultados como a mão-de-obra qualificada, as capacidades linguísticas e a qualificação superior.


A fuga de cérebros


A capacidade de atrair talento é um dos aspetos focados pelo IMD na análise ao ranking deste ano. Os dados "mostram que os padrões pré- e pós-pandemia no que respeita à fuga de cérebros não tiveram um efeito tão prejudicial para os países que conseguiram manter a competitividade" nesta área.

A Arábia Saudita – que subiu oito lugares no último ano – foi a "economia que conseguiu melhorar mais a sua capacidade de atrair talento entre 2019 e 2022, entre os 63 países analisados", refere o IMD. Pelo contrário, os EUA, o Canadá, a Dinamarca, a Nova Zelândia, Hong Kong, Indonésia, África do Sul e Venezuela registaram as maiores quedas.

O instituto suíço determina que a atração de uma economia é medida por fatores que incluem a remuneração, os impostos, o custo de vida e o sistema educacional, mas também a posição do país sobre questões ambientais e um sistema judicial justo.

No topo da tabela na atração de talento mantém-se a Suíça pelo sexto ano consecutivo, seguida da Suécia, Islândia, Noruega e Dinamarca.

No ranking global, a Suíça surge a liderar, seguida da Suécia, com a Islândia a fechar o pódio.

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