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MC Sonae vai investir 1.000 milhões, abrir mais 100 lojas e somar 3.000 trabalhadores

O CEO da dona do Continente, que tem também uma forte operação na área da saúde, beleza e bem-estar, aponta para a abertura de uma média de 20 novas lojas por ano, para chegar às 500, e 150 remodelações, nos próximos cinco anos. Entretanto, vai subir os preços em 2026.

Luís Moutinho, CEO da MC Sonae, no 40.º aniversário do Continente
Luís Moutinho, CEO da MC Sonae, no 40.º aniversário do Continente José Gageiro/Movephoto
10 de Dezembro de 2025 às 16:05

Faz hoje 40 anos que a Sonae abriu o primeiro hipermercado Continente, na Senhora da Hora, em Matosinhos, tendo quatro anos depois inaugurado o primeiro supermercado Continente Modelo, seguindo-se, em 1996, o lançamento do formato de proximidade Continente Bom Dia, com o Continente Online a surgir em 2001.

Neste momento, o retalho alimentar da MC Sonae tem 401 lojas, das quais 41 hipermercados Continente, com a abertura da 402.º marcada para amanhã, em Alijó, e a 403.º agendada para a próxima semana, em Guia (Pombal), revelou Luís Moutinho, CEO da MC, esta quarta-feira, 10 de dezembro, num encontro com jornalistas.

Há 16 anos na presidência executiva da MC, Moutinho revelou que esta subsidiária da Sonae vai manter o pé no acelerador do crescimento do universo Continente, apontando para “um investimento de mil milhões de euros em Portugal até 2030 em transformação digital, remodelações e expansão”.

E detalhou que “o objetivo é chegar às 500 lojas, com a abertura de uma média anual de 20”, a que acresce “150 remodelações - 30 por ano - e mais três mil contratações”.  

Aumento de preços? “Não há outro remédio”

Entretanto, questionado sobre o impacto da inflação, no próximo ano, nos preços dos produtos vendidos pelo Continente, Moutinho disse esperar que “os níveis de inflação no próximo ano estejam estáveis, em patamares bem inferiores aos dos últimos anos”, mas logo avisou: “Se há inflação, os preços têm de subir.”

“Sempre que há inflação, os preços têm de subir. Não há outro remédio”, sentenciou o líder da MC.

Mas prometeu que, “qualquer que seja o contexto, a estratégia será ter sempre o melhor preço do mercado e o Continente como campeão dos preços baixos”.

A MC é a “cash cow” do grupo Sonae, tendo fechado o último exercício com uma faturação de 7,6 mil milhões de euros, cifra que representou cerca de 77% dos 9,9 mil milhões do grupo.

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