Europa Crescimento das exportações tira Itália da recessão no arranque de 2019

Crescimento das exportações tira Itália da recessão no arranque de 2019

A economia italiana recuperou o folgo no primeiro trimestre de 2019 graças às exportações. O país tinha estado em recessão no segundo semestre de 2018.
Crescimento das exportações tira Itália da recessão no arranque de 2019
Reuters
Tiago Varzim 30 de abril de 2019 às 13:12

A economia italiana cresceu 0,2% em cadeia no primeiro trimestre deste ano, saindo da recessão em que mergulhou no segundo semestre de 2018. Após dois trimestres a contrair, Itália vê o PIB crescer novamente e superar a expectativa dos economistas, ainda que a um ritmo mais lento do que a média da Zona Euro

De acordo com a informação divulgada esta terça-feira, 30 de abril, pelo gabinete de estatísticas italiano, o Istat, este desempenho do PIB italiano deve-se à melhoria dos setores agrícola, industrial e dos serviços. Do ponto de vista da procura, a parte interna foi negativa ao passo que a componente externa (exportações) foi positiva.

Apesar desta ligeira melhoria, o PIB italiano continua 5% abaixo do nível de 2008, tal como mostra o próximo gráfico:

Em termos homólogos (em comparação com o mesmo trimestre do ano passado), o PIB cresceu apenas 0,1%, perto da estagnação. Tal sugere que as previsões mais pessimistas em relação a Itália podem concretizar-se. Atualmente, o próprio Governo italiano já só prevê um crescimento de 0,2% em 2019. No entanto, a Standard & Poor's, por exemplo, prevê que a economia estagne. 

A entrada em recessão técnica (dois trimestres consecutivos de contração) aconteceu no segundo semestre de 2018, altura em que entrou em funções o atual Governo italiano de coligação entre a Liga e o Movimento 5 Estrelas. Os investidores temeram logo desde o início o rumo que os populistas iriam dar à política económica, cobrando juros mais altos à dívida italiana. 

O conflito com a Comissão Europeia por causa do Orçamento do Estado para 2019 também contribuiu para agravar os juros italianos, penalizando o custo do financiamento do Estado, mas também da banca e das empresas. Esse perigo coloca-se novamente agora que o Governo se prepara para avançar com medidas para combater a travagem económica que podem colocar em causa o acordo firmado com Bruxelas em relação ao défice e à dívida.

Itália era o único país da União Europeia que se encontrava em recessão, sendo esta a terceira vez que está nessa situação numa década. Apesar de terem travado, os restantes Estados-membros mantiveram-se em expansão durante o segundo semestre do ano passado. No primeiro trimestre deste ano voltaram a acelerar, ainda que de forma ligeira. Segundo os dados do Eurostat divulgados hoje, o PIB da Zona Euro cresceu 0,4% em cadeia, acima das variações dos dois trimestres anteriores.




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