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Greve geral na Catalunha junta milhares a pedir libertação dos "presos políticos"

Apesar de a mobilização não ter sido tão grande quanto esperaria o bloco soberanista catalão, a greve geral na Catalunha juntou milhares de pessoas em Barcelona a pedirem a libertação dos ex-ministros detidos pela Justiça espanhola.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 08 de Novembro de 2017 às 13:35
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A greve geral marcada para esta quarta-feira, 8 de Novembro, na Catalunha por sindicatos (embora não apoiada pelos representativos Comissão de Obras e UGT) e apoiada pelos partidos (PDeCAT, ERC e CUP) e organizações (ANC e Òmnium Cultural) independentistas juntou milhares de pessoas na praça de Sant Jaume, no centro de Barcelona, que pedem a libertação de todos os "presos políticos".

Apesar de como escreve o El País a greve geral não estar a ter grande adesão, o catalão La Vanguardia adianta que a partir das 19:00 locais (menos uma hora em Lisboa) são esperadas mais pessoas não apenas no centro de Barcelona mas também em frente aos edifícios das câmaras municipais das principais localidades.

Os vice-presidente da organizações cívicas independentistas, cujos presidentes ( os dois "Jordis") estão detidos acusados do crime de sedição, falaram na capital catalã para declarar que "a Catalunha está hoje presa" e exigir o fim imediato "da repressão".

Já esta manhã, o tribunal madrileno Audiência Nacional recusou a libertação condicional de Jordi Cuixart, presidente da Òmnium Cultural, argumentando que a ida do presidente deposto do governo catalão, Carles Puigdemont, para a Bélgica mostra que aumentou o risco de fuga.


Aos gritos contra Madrid e a invocação do artigo 155 da Constituição que permitiu ao governo espanhol tomar as rédeas da Catalunha juntaram-se loas à independência catalã.

Além da ida para as ruas, a greve geral faz-se sentir também na mobilidade, já que foram cortados 54 troços de estradas, 20 em Barcelona. Contudo, o El País assegura que os transportes públicos estão a funcionar dentro da normalidade.

Há indicações de que a polícia catalã (Mossos d’Esquadra) está a actuar para repor a circulação nas vias de comunicação catalãs. Havia expectativa relativamente ao comportamento desta força de segurança depois de não ter acatado as ordens de Madrid ao não contribuir para impedir a realização do referendo independentista de 1 de Outubro (1-O).

Foram também noticiados alguns episódios de violência. O La Vanguardia tem registo em vídeo de uma carga da Polícia Nacional contra um piquete de greve em Barcelona. 

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