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EUA pedem à China, Coreia do Norte e Irão para cessar imediatamente apoio à Rússia na guerra com Ucrânia

Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU focada na situação na Ucrânia, a representante adjunta dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, Tammy Bruce, voltou a acusar Pequim, Pyongyang e Teerão de ajudarem a alimentar o conflito.

Vladimir Putin, Presidente da Federação da Rússia
Vladimir Putin, Presidente da Federação da Rússia Mikhail Metzel / Associated Press
20 de Abril de 2026 às 23:50

Os Estados Unidos instaram esta segunda-feira a China, a Coreia do Norte e o Irão a "cessar imediatamente o apoio" prestado à Rússia, que permite Moscovo continuar a travar a guerra na Ucrânia.

Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU focada na situação na Ucrânia, a representante adjunta dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, Tammy Bruce, voltou a acusar Pequim, Pyongyang e Teerão de ajudarem a alimentar o conflito.

"Apelamos a todos os Estados-membros da ONU para que desempenhem um papel construtivo no fim desta guerra, inclusive cessando o apoio que permite à Rússia continuar a travar este conflito e incentivando ambas as partes a buscarem uma solução negociada", começou por pedir a diplomata norte-americana, passando a indicar os países a que se referia.

"Especificamente, instamos a China a cessar imediatamente o fornecimento à Rússia de bens de dupla utilização e componentes materiais que viabilizam o esforço de guerra" de Moscovo, disse Tammy Bruce.

Também o regime norte-coreano "deve parar de fornecer munições, incluindo mísseis balísticos, à Rússia para uso contra a Ucrânia", em violação das Resoluções 1718 e 1874 do Conselho de Segurança da ONU, frisou.

O Irão oferece mais um exemplo desse apoio a Moscovo, garantiu a embaixadora, acusando Teerão de ter fornecido à Rússia centenas de drones de ataque e tecnologia para uso na Ucrânia, incluindo transferências realizadas antes de outubro de 2023, em violação à Resolução 2231 do Conselho de Segurança.

Além disso, a diplomata norte-americana disse que, em setembro de 2024, o Irão começou a entregar centenas de mísseis balísticos de curto alcance à Rússia.

"O Conselho também não deve esquecer que a Rússia forneceu ao Irão equipamentos militares essenciais ao longo do último ano, incluindo aviões de combate, helicópteros, veículos blindados e outras armas, algumas das quais violam a Resolução 1929 do Conselho de Segurança da ONU. O apoio militar da Rússia ao Irão põe em risco a segurança dos países do Conselho de Cooperação do Golfo", salientou Tammy Bruce

A embaixadora adjunta dos Estados Unidos concluiu a sua declaração com um apelo à Rússia, para que respeite as resoluções do Conselho de Segurança enquanto seu Membro Permanente e encorajou "tanto a Rússia quanto a Ucrânia a negociarem uma solução duradoura para a guerra".

Na reunião de hoje, em Nova Iorque, o subsecretário-geral da ONU para o Médio Oriente, Europa, Américas, Ásia e Pacífico, Mohamed Khaled Khiari, lamentou o impasse diplomático entre a Ucrânia e a Rússia após cinco anos de guerra e instou a comunidade internacional a coordenar esforços para alcançar "um cessar-fogo total, imediato e incondicional".

"Testemunhamos uma escalada alarmante dos combates sem qualquer progresso diplomático significativo", disse Khiari.

O subsecretário-geral afirmou que "os ataques russos continuam a intensificar-se", assim como "as baixas civis e a devastação generalizada na Ucrânia".

"No total, desde fevereiro de 2022, o ACNUDH (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos) verificou que pelo menos 15.578 civis ucranianos, incluindo 784 crianças, perderam a vida. Outros 43.352, incluindo 2.668 crianças, ficaram feridos", acrescentou.

O representante da ONU apelou à comunidade internacional para que mantenha a atenção constante neste conflito e coordene esforços para um cessar-fogo total, com base "nos esforços realizados pelos Estados Unidos", aludindo às tentativas de chegar a um acordo lideradas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Khiari pediu ainda o fim dos ataques perto de instalações nucleares, aproveitando o facto de se cumprir esta semana o 40.º aniversário do desastre de Chernobyl.

"Este aniversário serve também como um alerta sobre a escala de destruição que poderíamos testemunhar em caso de outro incidente, intencional ou não, visto que a guerra continua a pôr em risco as instalações nucleares da Ucrânia, especialmente a central nuclear de Zaporijia, a maior instalação nuclear da Europa", reforçou.

Por sua vez, a coordenadora adjunta de Ajuda de Emergência da ONU, Joyce Msuya, destacou que os ataques contra áreas residenciais, transportes públicos, sistemas de energia e portos também se têm intensificado, cenário que terá "consequências humanitárias de grande alcance durante os meses de verão e próximo inverno".

"Mesmo em tempos de guerra, existem regras: o respeito ao direito internacional humanitário e a proteção de civis e infraestruturas críticas não são opcionais", recordou.

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