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Centeno vê "enorme potencial da Grécia" e dá Portugal como exemplo

Centeno deu Portugal como exemplo, pois o país continuou a implementar reformas relevantes depois da saída da troika.

A reta final do terceiro resgate à Grécia já passa pelas mãos do novo presidente do Eurogrupo. Oito anos depois, os gregos conseguiram uma 'saída limpa', ainda que com uma almofada financeira que cobre as necessidades de dois anos e com a monitorização trimestral apertada da Comissão Europeia.
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Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 06 de Março de 2018 às 16:39
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O processo de ajustamento da economia grega, que tem oito anos, "foi muito longo" e "poderia ter dado resultados mais cedo", afirmou Mário Centeno em entrevista à agência de notícias grega ANA. Desde que, nos últimos anos, Atenas assumiu a propriedade das medidas a tomar, "ganhou a confiança dos investidores e dos parceiros europeus".

 

Esta diferença "também ajuda a explicar a recuperação do crescimento. Espero que esta tendência permaneça porque quero que a Grécia continue a prosperar. Vejo enorme potencial na Grécia", afirmou o presidente do Eurogrupo.

 

Assinalando que o processo de ajustamento teve um efeito muito marcado na economia grega e sobretudo nas pessoas, Centeno destacou que a Grécia "é hoje um país diferente" depois das reformas efectuadas em quase todos os sectores.

 

Sobre a implementação do actual programa, Centeno diz que está a trabalhar com as autoridades gregas para que possa ser completado "com sucesso", e que é o Governo grego que tem que "assumir o leme" no período pós-programa.

 

Está prevista a conclusão do programa em Agosto de 2018, sendo que Atenas "está pronta para caminhar pelo próprio pé" e a tomar medidas para se "proteger de eventos inesperados nos mercados".

 

Afirmando que a saída do programa é um processo gradual e não automático, Centeno adverte que a Grécia continua vulnerável a choque domésticos e externos e lembra que o Eurogrupo já concordou em tomar medidas para aliviar a dívida grega caso sejam cumpridos os compromissos assumidos no âmbito do programa.

 

Centeno deu Portugal como exemplo, pois o país continuou a implementar reformas relevantes depois da saída da troika, citando o caso da banca, "que não tinha sido devidamente acautelado durante o programa".

 

Ainda sobre a saída de Portugal do processo de ajustamento, Centeno afirmou que o Governo português conseguiu responder às exigências das pessoas com um crescimento económico mais inclusivo e justiça social. "Mas fizemos isso respeitando as regras europeias e os acordos" com as autoridades", acrescentou.

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