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Calviño tinha vitória garantida no Eurogrupo, mas alguém roeu a corda

A ministra espanhola das Finanças era a favorita à sucessão de Centeno no Eurogrupo e, segundo revelou a própria, tinha os 10 votos necessários à eleição garantidos, porém alguém roeu a corda.

Johanna Geron
David Santiago dsantiago@negocios.pt 10 de Julho de 2020 às 16:16
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Nadia Calviño tinha a eleição para a presidência do Eurogrupo bem encaminhada e tinha mesmo a promessa de apoio de 10 países da moeda única, o número mínimo necessário à eleição por maioria simples requerida na votação secreta. No entanto, alguém roeu a corda, a ministra espanhola das Finanças ficou-se por nove votos e foi o irlandês Paschal Donohoe quem acabou por ser eleito, ainda que de forma inesperada.

A revelação foi feita esta sexta-feira pela também vice-presidente do governo espanhol, em entrevista a um programa da Cadena Ser.

"Tínhamos 10 votos assegurados e alguém não fez o que disse que ia fazer", assegurou considerando que agora também "não vale a pena especular" sobre qual dos 19 ministros das Finanças roeu a corda na eleição de ontem.

Na primeira votação eletrónica realizada esta quinta-feira na reunião do Eurogrupo, que decorreu por videoconferência, Calviño recebeu nove votos, enquanto os outros dois candidatos obtiveram cinco votos favoráveis cada (Donohoe e o luxemburguês Pierre Gramegna).

Gramegna optou por abdicar de participar na segunda ronda que acabou por ser disputada por Calviño e Donohoe e resultou na inesperada vitória do conservador irlandês.

A derrota da socialista Nadia Calviño surpreendeu sobretudo porque a espanhola contava com apoios de peso, nomeadamente das quatro maiores economias do bloco do euro: Alemanha, França, Itália e, naturalmente, Espanha. Portugal também apoiou a espanhola.

"Acredito que a leitura a fazer é que os países pequenos se reuniram em torno de um líder e o PPE conseguiu atrair alguns da fação liberal", afirmou afastando hipótese de a sua derrota se poder ficar a dever a uma qualquer punição contra Espanha.
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