Zona Euro Inflação na Zona Euro cai abaixo de 1% pela primeira vez em três anos

Inflação na Zona Euro cai abaixo de 1% pela primeira vez em três anos

O crescimento dos preços na Zona Euro caiu para o nível mais baixo desde novembro de 2016, dando força ao BCE para prosseguir com estímulos à economia.
Inflação na Zona Euro cai abaixo de 1% pela primeira vez em três anos
Rita Faria 01 de outubro de 2019 às 11:22

Os preços no consumidor na Zona Euro registaram, no mês passado, o crescimento mais fraco dos últimos três anos, reforçando os argumentos do Banco Central Europeu (BCE) para prosseguir com as medidas de estímulo à economia.

 

De acordo com os dados divulgados esta terça-feira, 1 de outubro, pelo Eurostat, a taxa de inflação na região da moeda única caiu de 1% em agosto para 0,9% em setembro, o que corresponde ao valor mais baixo desde novembro de 2016. Desde essa altura que o índice de preços no consumidor não subia menos de 1% em termos homólogos.

 

Retirando a este indicador os preços voláteis da energia e dos alimentos, a chamada inflação subjacente (inflação "core") subiu ligeiramente de 0,9% para 1%, excedendo pela primeira vez em três anos a evolução do IPC.

 

A subida dos preços na Zona Euro ficou, assim, aquém do esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, e muito abaixo da meta do BCE que aponta para uma taxa de inflação abaixo mas próxima de 2%.

 

Olhando para os principais componentes da inflação, as taxas mais elevadas foram registadas nos alimentos, álcool e tabaco (1,6%), seguidos pelos serviços (1,5%) bens industriais não energéticos (0,3%) e pela energia, com uma variação negativa de 1,8%.

 

Entre os países do euro para os quais existem dados disponíveis, dois registaram mesmo evoluções negativas no índice de preços no consumidor – Portugal (-0,3%) e Chipre (-0,5%) – enquanto a Holanda e a Eslováquia se destacaram com as taxas de crescimento mais elevadas, de 2,7% e 3,1%, respetivamente.

 

Os dados são conhecidos depois de o BCE ter decidido, no mês passado, levar os juros dos depósitos ainda mais para terreno negativo e pôr no terreno outro programa de compra de ativos para estimular a economia e contrariar a desaceleração da inflação.

 

Os dados conhecidos esta terça-feira constituem a primeira estimativa do Eurostat para o mês de setembro, sendo que a segunda leitura, com informações mais completas, só será divulgada a 16 de outubro.




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