Eurostat confirma inflação de 8,6% na Zona Euro. UE está perto dos 10%
A inflação na Zona Euro atingiu os 8,6% em junho, confirmou esta terça-feira o Eurostat. Na União Europeia, a variação geral de preços aproxima-se dos dois dígitos, fixando-se nos 9,6%.
Para o conjunto dos países da moeda única, trata-se do valor mais elevado desde a introdução do euro pressionando o Banco Central Europeu ainda mais na subida dos juros prevista para a reunião desta quinta-feira, sendo que já se fala num aumento acima do indicado inicialmente (de 50 pontos base em vez dos 25).
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Os preços dos produtos energéticos voltaram a ser o motor da escalada, sobretudo depois da invasão russa da Ucrânia. "Em junho, o maior contributo para a taxa de inflação anual da Zona Euro veio da energia (+4,19 pontos percentuais), seguido dos bens alimentares, álcool e tabaco (+1,88 pp), serviços (+1,42 pp) e bens industriais não energéticos (+1,15 pp)", detalha o gabinete de estatística da União Europeia.
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Na comparação entre os Estados-membros, há grandes diferenças. "As taxas anuais mais baixas foram registadas em Malta (6,1%), França (6,5%) e Finlândia (8,1%). As taxas anuais mais elevadas foram registadas na Estónia (22,0%), na Lituânia (20,5%) e na Letónia (19,2%)", revela o Eurostat. Comparando com maio, a inflação anual diminuiu em dois Estados-membros e aumentou em vinte e cinco.
Portugal apresentou em junho uma taxa de inflação, medida pelo índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), de 9%, acima da média de 8,6% da Zona Euro.
(Notícia atualizada às 10H40)
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