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Défice das contas públicas atinge 4,9% até setembro

Os dados publicados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística mostram que a pandemia voltou a ter efeitos no agravamento do défice orçamental no terceiro trimestre do ano, equivalendo a 3,8% do PIB neste período.

Gráficos, tabelas e textos corrigidos
Pedro Catarino
Negócios jng@negocios.pt 23 de Dezembro de 2020 às 12:16
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O saldo do setor das Administrações Públicas atingiu os 1.975,6 milhões de euros negativos no AP no terceiro trimestre de 2020, o que equivale a um défice de 3,8% do PIB.

 

Os dados publicados pelo INE esta quarta-feira, 23 de dezembro, mostram assim que o défice orçamental em contabilidade nacional, que é aquele que importa para as regras europeias, fixou-se nos 4,9% do PIB até setembro deste ano.

 

Para o conjunto do ano, o Governo prevê um saldo orçamental negativo de 7,3%, em linha com o projetado pela Comissão Europeia e pela OCDE. Já as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) antecipam um défice de 8,4% no final deste ano.

 

Segundo dados adiantados pelo Ministério das Finanças, a covid-19 fez com que o saldo das Administrações Públicas atingisse 7.198 milhões de euros até outubro, face ao período homólogo, com o gabinete de João Leão a observar nessa altura que as medidas de lay-off tiveram um impacto de 875 milhões de euros na despesa.

O destaque publicado pelo INE esta manhã, que reflete os efeitos da reabertura progressiva da economia a seguir ao confinamento que teve forte impacto em abril e maio, mostra ainda que a capacidade de financiamento da economia reduziu-se no ano acabado no 3º trimestre de 2020, passando de 0,9% do PIB no trimestre anterior para um valor aproximadamente nulo.

 

Já a taxa de poupança das famílias portuguesas no ano acabado no terceiro trimestre de 2020 aumentou 0,3 pontos percentuais, em resultado da variação nula do consumo privado e da subida do rendimento disponível, explicada sobretudo pelas prestações sociais e pelos impostos sobre o rendimento.

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