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Portugal tem excedente de 0,8% do PIB no primeiro semestre

Economistas dividiam-se entre o pequeno défice ou o pequeno excedente, mas dados do INE falam em melhoria "expressiva" das contas públicas. No primeiro semestre deste ano, Portugal conseguiu um excedente de 0,8% do PIB, superior não só aos semestres homólogos dos anos da pandemia, mas também ao de 2019.

O Ministério das Finanças, liderado por Fernando Medina (na foto), quer amortizar parte da dívida mais cara que contraiu na crise financeira.
Mariline Alves
Susana Paula susanapaula@negocios.pt 23 de Setembro de 2022 às 11:16
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As contas públicas voltaram ao positivo e de forma "expressiva". No primeiro semestre deste ano, Portugal obteve um excedente orçamental de 0,8% do PIB, depois de ter arrancado o ano com um défice de 0,4%.

De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira, 23 de setembro, pelo INE, o saldo das administrações públicas registou "uma melhoria expressiva" face não só aos semestres homólogos dos anos da pandemia (2020 e 2021), mas também de 2019 (quando Portugal conseguiu o primeiro excedente orçamental anual da democracia).

Economistas ouvidos pela Lusa oscilavam entre o pequeno défice e o pequeno excedente, mas o saldo orçamental do primeiro semestre foi bastante superior ao esperado, e sobretudo por um segundo trimestre também bastante positivo. Segundo o INE, entre abril e junho, o saldo das Administrações Públicas foi positivo, em 1.104,6 milhões de euros, o que corresponde a 1,9% do PIB. No trimestre homólogo tinha sido registado um défice de 5,6%. 

Esta melhoria deve-se sobretudo à receita total, que cresceu 12,4% face ao primeiro semestre de 2021. Segundo o INE, com a melhoria da atividade económica e do mercado de trabalho face à pandemia, "acentuado pelo efeito do aumento dos preços", a receita fiscal disparou 20,7%. As contribuições sociais e as vendas subiram 7,9% e 16,5% respetivamente. 

Mas também a despesa, que diminuiu 3% face aos primeiros seis meses de 2021, ajudou a equilibrar o saldo orçamental. Os subsídios caíram a pique (-72,8%), sobretudo pela redução dos apoios às empresas pelos impactos da pandemia de covid-19 na atividade, e os encargos com juros da dívida pública reduziram-se 11,4%. 
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