PSD quer mandar na TAP "na exata proporção" do apoio público à empresa
O PSD quer que o Governo aumente o seu poder na gestão da TAP na "exata proporção da sua participação no financiamento da empresa". A medida foi defendida pelo presidente do partido, Rui Rio, no debate de generalidade do Orçamento do Estado suplementar, esta quarta-feira.
"A TAP não se pode tornar num outro Novo Banco, num buraco negro que continuamente vai sugando os impostos dos já tão massacrados contribuintes portugueses", começou por avisar Rui Rio, a partir da tribuna.
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Depois, justificou porque é que, ainda assim, os sociais-democratas vão aprovar o Orçamento suplementar: "Não aprovar este Orçamento significava que a empresa fechava já amanhã, uma vez que os acionistas privados que nela mandam não parecem estar disponíveis para nela arriscarem o seu dinheiro", explicou.
Mas fez questão de frisar que o PSD não está de acordo com cheques em branco à empresa, porque a aprovação "não significa que o Estado deva enterrar mais 1.000 milhões de euros na TAP sem um plano de negócios e reestruturação realista e credível."
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Antes pelo contrário, os sociais-democratas apontam para uma nacionalização parcial da empresa, exigindo "dois aspetos absolutamente cruciais: a responsabilização pela gestão na exata proporção da sua participação no financiamento da empresa e a imposição de uma lógica de serviço público a todo o território nacional".
Já o PCP, pela voz do deputado Duarte Alves, defendeu a nacionalização completa da empresa, argumentando que é "inaceitável" que o financiamento que pode ir até aos 1.200 milhões de euros não resultem numa entrada de capital na empresa, com o correspondente "controlo público e nacionalização". "É preciso recapitalizar a empresa? Sim. Mas não para que seja o apêndice de uma qualquer companhia aérea estrangeira", rematou o deputado.
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