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Verdes registam "avanços" do Governo mas só decidem voto no OE na segunda-feira

O deputado ecologista José Luís Ferreira disse que foram alcançados "avanços" na reunião de ontem com o Governo, contudo continua "tudo em aberto" pois o PEV só decidirá o sentido de voto à proposta de Orçamento do Estado para 2021 na próxima segunda-feira.

Mariline Alves
David Santiago dsantiago@negocios.pt 22 de Outubro de 2020 às 11:54
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Os Verdes saíram com boas indicações da reunião mantida esta quarta-feira com o Governo, contudo aguardam uma resposta do Executivo para avaliaram o grau de aproximação às suas "preocupações" antes de decidirem o sentido de voto no Orçamento do Estado para 2021, decisão que será tomada na próxima segunda-feira.

Em declarações feitas a partir da Assembleia da República, José Luís Ferreira disse que o PEV vai "continuar a aguardar pela resposta do Governo" às propostas feitas pelo partido para que "o orçamento possa não ser tão insuficiente como está agora".

O deputado ecologista revelou que o Executivo chefiado por António Costa ficou de responder até esta sexta-feira e adiantou que Os Verdes só vão decidir o sentido de voto na próxima segunda-feira, dia em que a direção nacional do partido se reúne.

Mas para já permanece "tudo em aberto", sendo que a decisão do PEV dependerá do conteúdo da resposta do Governo, em concreto da aceitação às propostas feitas pelos ecologistas.

Sobre a reunião ontem mantida com o Executivo, José Luís Ferreira detalhou, em declarações transmitidas pela RTP3, que "houve alguma disponibilidade do Governo para viabilizar algumas das nossas propostas, mas não chega ainda", avisou.

"Neste momento está tudo em aberto como estava antes apesar dos avanços que ontem se verificaram. Sem termos a resposta definitiva do Governo para fazer o acervo do conjunto das preocupações que o Governo teve em atenção não podemos antecipar qualquer sentido de voto", acrescentou já em resposta aos jornalistas.

Uma das questões em que o PEV espera ter a aceitação do Executivo "diz respeito ao estatuto da agricultura familiar", área em que o parlamentar espera algum "avanço" pois trata-se de uma medida que apesar de ter sido "aprovada há mais de dois anos", persiste sem "sair do papel".

Um dia antes deste encontro, o Governo reuniu-se, na terça-feira, com delegações do Bloco de Esquerda, do PCP e do PAN, também com o objetivo de assegurar os apoios pretendidos pelo primeiro-ministro com vista à viabilização do OE2021. De forma genérica, os partidos notaram aproximações por parte do Executivo, tentativa confirmada ao Negócios por fonte oficial do Governo, contudo mantêm que será preciso mais para viabilizar o documento.

Pela sua parte, Rui Rio, presidente social-democrata, anunciou que o PSD vai votar contra o OE2021, tecendo duras críticas a uma proposta "irrealista" e justificando essa decisão com o facto de o primeiro-ministro ter assumido não contar com o seu partido para aprovar o orçamento.

Com a posição enunciada por Rio, fica agora claro que o OE2021 só poderá ser viabilizado à esquerda. As negociações vão continuar nos próximos dias e, por exemplo, o Bloco encontra-se a "analisar" as novas propostas apresentadas pelo Governo, embora não haja ainda data para eventuais novos encontros. Os bloquistas já anunciaram que vão decidir o sentido de voto no dia 25 de outubro, a três dias da votação da proposta orçamental marcada para 28 de outubro. 

Uma sondagem da Intercampus para o Negócios e o CM/CMTV, hoje divulgada, mostra que 40,6% dos inquiridos considera que num cenário de chumbo ao orçamento, a responsabilidade deve ser imputada aos partidos de esquerda.

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