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Aumentos salariais vão custar 41 milhões. "Uma gota de água", diz Frente Comum

Os aumentos salariais da Função Pública, que vão chegar a quem ganha 792 euros, vão custar 41 milhões de euros. "Uma gota de água no orçamento", diz Sebastião Santana, da Frente Comum.

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Os aumentos salariais na Função Pública, que vão abranger quem hoje ganha até 792 euros por mês, vão custar 41 milhões de euros, de acordo com as informações transmitidas aos jornalistas pelo coordenador da Frente Comum. 

 

"Uma gota de água no orçamento", considerou Sebastião Santana, após uma reunião onde esteve presente a ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão.

 

A Frente Comum (CGTP) considera que há rubricas no orçamento do Estado que mostram que haveria disponibilidade para mais, tendo em conta por exemplo que as parcerias público-privadas custam 1.550 milhões de euros.

 

"Há dinheiro, é preciso haver coragem política para alterar as políticas que têm sido implementadas, os trabalhadores da administração pública não podem ser os maiores penalizados sempre que há congelamentos salariais", uma vez que quem ganha mais de 802 euros não tem atualização.

 

A Frente Comum quer rever a tabela remuneratória, o sistema de avaliação de desempenho e rever as carreiras e não exclui formas de protesto.

 

O Governo resolveu alargar os aumentos salariais da Função Pública. Na segunda proposta sobre o assunto, apresentada esta manhã aos sindicatos, os aumentos de dez euros foram alargados a mais duas posições remuneratórias, as que hoje correspondem aos 740,26 euros e aos 791,91 euros, segundo anunciou José Abraão, da Fesap.

 

Os funcionários que estão nestas posições passarão assim a receber este ano cerca de 750 e 802 euros brutos por mês, respetivamente.

 

Trata-se de um alargamento do leque de abrangidos face à primeira proposta concreta do Governo, apresentada na segunda-feira, que aumentava os salários mais baixos da Função Pública em 20 euros brutos por mês, no caso da base remuneratória (agora nos 645 euros), colando-a ao novo salário mínimo (665 euros) e subia 10 euros apenas até ao nível seguinte (693 euros).

 

Mesmo assim, de acordo com o dirigente da Fesap, que só serão abrangidos cerca de 148 mil trabalhadores do Estado, deixando de fora 550 mil.

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