Impostos O que mudou nas contas do Bloco de Esquerda para descer o IRS?

O que mudou nas contas do Bloco de Esquerda para descer o IRS?

Negociações para o Orçamento do Estado para 2018 fornecem números mais actualizados sobre quanto custa aumentar a progressividade do IRS.
O que mudou nas contas do Bloco de Esquerda para descer o IRS?
Miguel Baltazar
Marta Moitinho Oliveira 16 de maio de 2017 às 13:31

A líder do Bloco de Esquerda assumiu esta terça-feira que as alterações ao IRS deverão custar aos cofres públicos 1.200 milhões de euros nos próximos dois anos. Este valor fica 800 milhões de euros abaixo do que foi avançado por Catarina Martins há um mês e resulta dos trabalhos de negociação com o Governo para o Orçamento do Estado para 2018, sabe o Negócios.

"Achamos que é preciso, digamos assim, uma despesa fiscal em criação de escalões próxima dos 600 milhões de euros, no mínimo, para este Orçamento [2018], outro tanto no próximo, para podermos desfazer a enorme injustiça que foi criada por Vítor Gaspar", disse esta manhã à SIC Notícias a coordenadora bloquista.

Há um mês, Catarina Martins avançava com uma previsão mais pesada para o Orçamento. "Sabemos que regressar ao período anterior a Vítor Gaspar teria um custo de 2.000 milhões de euros", quantificou a líder do Bloco de Esquerda. Estas declarações foram feitas a 17 de Abril aos jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República e ajudou a explicar as razões pelas quais o Bloco admitia que o alívio no IRS fosse feito de forma faseada.

O que aconteceu num mês?

O Governo já começou as conversas com os partidos que o suportam no Parlamento com o objectivo de fechar as negociações em torno do Orçamento do Estado para 2018 até final de Julho, avançou o Público a 9 de Maio.

No decorrer destas negociações, as partes vão actualizando números e esse exercício vai permitindo trabalhar sobre previões mais reais, explicou fonte do Bloco ao Negócios, admitindo, porém, que esse procedimento vai continuar a se feito ao longo das negociações. A mesma fonte salienta, porém, que o número hoje avançado (1.200 milhões nos dois anos, 600 milhões em cada ano) é uma previsão de custo mínimo.
 

Quando Catarina Martins se referiu ao custo de 2.000 milhões, depois da audiência com Marcelo, uma fonte governamental citada pelo Público, mas não identificada, desvalorizava o número: "Os dois mil milhões do ‘grande aumento de impostos’ incluíam a sobretaxa e os limites às deduções. A primeira já estará revertida, a segunda também já mudou muito".  




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