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Empresário russo visa general Kopelipa em processo no Reino Unido

O empresário Arkady Gaydamak instaurou um processo em que o general Kopelipa é visado pela acusação de intimidação. O primeiro terá sido levado a aceitar o pagamento inscrito num acordo legal com vista a fechar um processo com um negociante de diamantes russo.

40.º - General Kopelipa 
Empresário angolano expande os seus negócios e interesses em Portugal.
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 10:58
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O empresário e multimilionário, Arkady Gaydamak, instaurou um processo num tribunal superior do Reino Unido em que acusa o general Manuel Hélder Vieira Dia, conhecido por general Kopelina, de intimidação, revela o “The Guardian”.

 

O processo interposto pelo empresário nascido na Rússia e que se encontra radicado em Israel inclui uma acusação ao general Kopelipa, chefe da Casa Militar do presidente da República, José Eduardo dos Santos, que também está a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República portuguesa. A intenção do general seria o de evitar embaraços para o governo angolano, no processo contra Leviev explica a publicação.

 

A acusação dirigida a Kopelipa é feita de forma a explicar a assinatura de um acordo legal com o negociante de diamantes russo, Lev Leviev, em 2011, no valor de 500 milhões de dólares (365 milhões de euros).

 

Gaydamak diz que foi intimidado pelo general Kopelipa a aceitar o acordo, com o responsável angolano implicar que estava por detrás da oferta feita por Lev Leviev. Além disso, ter-lhe-á proposta imunidade diplomática numa altura em que França pedia a sua extradição para o acusar de fraude fiscal, alega o empresário. 

 

“A posição do general Kopelipa em Angola era tal que estava dentro dos seus poderes impedir que este abandonasse Angola e prendê-lo sem motivo ou julgamento”, dizem os documentos do tribunal citados pelo “The Guardian”. “Em Angola, a sua palavra tinha força de lei”, acrescentam.

 

O julgamento tem sido marcado por diversas particularidades. Uma delas é o facto de o queixoso só poder depor por teleconferência já que a sua entrada no Reino Unido teria como consequência a extradição para França. Outros elementos de prova são descritos como “bizarros”.

 

No início do mês de Outubro, o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, foi convidado  para uma visita oficial à Grã-Bretanha. A iniciativa partiu do primeiro-ministro britânico, David Cameron, tendo o convite formal sido entregue em Luanda por Lord John Marland, enviado especial do chefe de Governo britânico.

 

 

Tribunal decidiu contra Gaydamak no primeiro julgamento

O tribunal britânico onde decorreu o primeiro julgamento em que Arkady Gaydamak reclamava o direito a parte dos lucros de uma parceria para o negócio de diamantes decidiu contra o queixoso. O juiz Geoffrey Vos citou a existência de um acordo de Agosto de 2011, e afirmou que Gaydamak não foi "fiável" e que o seu depoimento foi "palavroso" e "desestruturado".
 
Por outro lado, também foram dirigidas criticas ao réu Lev Leviev a quem foi apontada "arrogância" e a tentantiva de "reescrever a história, deixando alguns personagens cruciais de fora", segundo o juiz.
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