Justiça Leilões electrónicos de bens penhorados dão 210 milhões no primeiro semestre

Leilões electrónicos de bens penhorados dão 210 milhões no primeiro semestre

Em seis meses, foram realizados 7.716 leilões de bens penhorados na Internet, número que fica próximo dos 8.911 que ocorreram em todo o ano de 2017.
Leilões electrónicos de bens penhorados dão 210 milhões no primeiro semestre
Bruno Simão
Negócios 09 de julho de 2018 às 08:58

A venda de bens penhorados por via de leilões electrónicos rendeu 210 milhões de euros, segundo avança o Correio da Manhã com base em dados da Ordem dos Solicitadores e Agentes de Execução.

 

Os 210 milhões de euros arrecadados em meio ano comparam com os 374 milhões de euros que a Ordem diz terem sido conseguidos ao longo de todo o ano de 2017. O dinheiro arrecadado permite a recuperação de dívidas pelos credores.

 

Entre Janeiro e Junho, foram realizados 7.716 leilões. No ano passado, ocorreram 8.911 operações de venda na internet destes bens penhorados.

 

Os imóveis representam a maioria dos bens vendidos (2.164), seguindo-se equipamentos (233) e veículos (153), de acordo com os dados da Ordem presidida por José Carlos Resende citados pelo Correio da Manhã.

 

O que são os leilões online

Em causa está a venda de bens que são penhorados a pessoas com dívidas que foram processadas nos tribunais através de acções executivas para cobranças de dívidas. O não pagamento voluntário leva à penhora, seja de imóveis, seja de bens móveis como carros, electrodomésticos ou outros, que são depois vendidos e o valor conseguido entregue aos credores, para assim se ressarcirem das dívidas.

 

Os leilões electrónicos, recorde-se, vieram substituir as tradicionais vendas por carta fechada e, dizem os agentes de execução, são muito mais transparentes e asseguram que os bens são vendidos por preços mais próximos do seu valor real. Os custos de realização das vendas são também mais baixos.

 

O Ministério da Justiça promoveu o enquadramento legal para a criação de uma plataforma electrónica que foi depois desenvolvida pela Ordem dos Solicitadores e Agentes de Execução (na foto, José Carlos Resende, bastonário), que procede agora à respectiva gestão e exploração.

 

Na prática tudo é feito on-line, desde o anúncio da venda, na página www.e-leiloes.pt até às licitações e à venda propriamente dita.




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