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Operação Marquês: Sócrates afirma que novo interrogatório não trouxe elementos de prova

O antigo primeiro-ministro José Sócrates afirmou esta segunda-feira, à saída do interrogatório no âmbito da "Operação Marquês", que o Ministério Público tinha a última oportunidade para o confrontar com factos novos, mas que não conseguiu apresentar nenhuma prova.

Negócios com Lusa 13 de Março de 2017 às 21:49
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"Eu julguei que esta era a última oportunidade para o Ministério Público, finalmente, apresentar elementos de prova, elementos de facto, que pudessem sustentar as suas alegações", disse José Sócrates, ao fim de mais de seis horas de interrogatório no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

 

"Fiquei espantadíssimo porque o Ministério Público não foi capaz de apresentar nada, a não ser uma escutazinha aqui e outra ali", acrescentou. 

 

O Ministério Público tem, até ao momento, até 17 de Março para arquivar as investigações a José Sócrates ou para acusá-lo. Para isso voltou a ouvi-lo, enquanto principal suspeito na Operação Marquês, esta segunda-feira.

 

Este caso está, agora, segundo tem sido noticiado, numa fase avançada, com os novos rastos do dinheiro e que incluíram uma terceira via neste processo: a de que a PT também teria servido para Sócrates alegadamente receber dinheiro em troca de favores, neste caso, por parte de Ricardo Salgado. 

Com isso, o processo Marquês fica com, pelo menos, três ramificações. A primeira que diz respeito aos alegados recebimentos para favorecimento do grupo Lena; a segunda que levou o caso até Vale do Lobo, o que, aliás, motivou a constituição de arguidos de pessoas como Armando Vara, Diogo Gaspar Ferreira e Rui Horta e Costa; e a terceira relacionada com a PT, que trouxe ao processo arguidos como Ricardo Salgado, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro.

 

Este é um processo que já tem 25 arguidos,  sendo 19 pessoas e seis empresas, quatro do Grupo Lena.

Sócrates foi detido em Novembro de 2014 e esteve preso preventivamente dez meses, cumprindo mandato de prisão domiciliária por mais um mês.

A investigação continuou a decorrer, o que já levou o ex-primeiro-ministro a processar o Estado pela demora do caso. "Se o Estado não acusa, acuso eu", declarou na conferência de imprensa onde revelou que iria processar o Estado e onde também declarou que "manter o inquérito aberto ao fim 42 meses é uma violação escandalosa da lei e um abuso inaceitável por parte dos poderes do Estado". Nessa altura, sublinhou ainda que há o "direito de não ser considerado suspeito toda a vida". 

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