Américas "Shutdown": Negociações entre democratas e republicanos voltam a paralisar

"Shutdown": Negociações entre democratas e republicanos voltam a paralisar

As negociações para evitar uma segunda paralisação dos serviços federais dos EUA conheceram um novo impasse. As políticas de segurança da fronteira continuam sem acordo à vista.
"Shutdown": Negociações entre democratas e republicanos voltam a paralisar
Reuters
Negócios 10 de fevereiro de 2019 às 16:11

As negociações entre Republicanos e Democratas estão novamente congeladas, revelaram fontes próximas do assunto à Bloomberg, o que poderá ditar uma nova paralisação federal, o chamado "shutdown".

 

Em causa continua a discórdia entre os dois partidos sobre as políticas de imigração.

 

Se os dois partidos não chegarem a um acordo sobre o financiamento da segurança na fronteira do país, nove departamentos federais e uma série de agências deverão voltar a fechar a partir de sexta-feira.

 

Os EUA já estiveram sob paralisação. Durante 35 dias, entre 22 de dezembro e 18 de janeiro, vários departamentos e serviços federais estiveram encerrados, sendo o "shutdown" mais longo da história dos EUA. E só terminou depois de o presidente Donald Trump e o Congresso terem chegado a um acordo de financiamento temporário do governo. Algo que termina precisamente no dia 15 de fevereiro.

 

Donald Trump quer ver aprovado um cheque de 5,7 mil milhões de dólares para a construção de um muro na fronteira com o México, algo que tem sido recusado pelos democratas. Os negociadores desejam agora que os dois lados cheguem a um acordo até segunda-feira, de forma a se conseguir fazer as votações necessárias no Senado e na Câmara dos Representantes a tempo de evitar uma nova paralisação.

 

O presidente do Senado, Richard Shelby, admitiu que o cenário de novo "shutdown" é real, havendo uma probabilidade de "50/50 de se chegar a um acordo", de acordo com declarações à Fox News. "Temos tido alguns problemas com os democratas" sobre o financiamento das operações da imigração, salientou.

 

Donald Trump já recorreu à rede social Twitter para garantir que o muro será construído, "de uma maneira ou outra".




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