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Venezuela: Depois do estado de emergência, ensaios militares

O Presidente venezuelano anunciou este sábado a realização de exercícios alegando a preparação do país para "qualquer cenário". Medida segue-se ao prolongamento do estado de excepção.

Negócios jng@negocios.pt 15 de Maio de 2016 às 11:09
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O Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, anunciou este sábado, 14 de Maio, o início de exercícios militares das Forças Armadas do país, alegando a preparação para "qualquer cenário", aludindo à alegada preparação de intervenções de países estrangeiros.

"Não sabem o que somos capazes de fazer. Vamos defender a Venezuela com a Constituição Nacional e também com as espingardas, afirmou o Chefe de Estado (na foto), citado pelo jornal El País.

"Os planos da oligarquia são de perturbar a paz para que possa justificar a intervenção estrangeira na Venezuela. (...) Eu não sou um extremista por dizer isto, mas eles são extremistas por quererem ir por diante com este plano", disse em declarações transmitidas pela televisão e citadas pela Bloomberg, no final de uma marcha de apoiantes em Caracas.

O desencadear da prontidão militar chegou um dia depois de ter anunciado o prolongamento por um ano do estado de emergência económica. Maduro diz também ter assinado um decreto que lhe dá "poder suficiente" para "derrubar o golpe de Estado, a guerra económica".

A oposição, pela voz da Mesa da Unidade Democrática (MUD), já classificou a medida como um "autogolpe", na medida em que "ignorou o Parlamento". A MUD alega que o decreto carece de discussão pela Assembleia Nacional, o que não aconteceu.

"Vamos entregar ao poder popular as fábricas paradas", afirmou Maduro, pedindo também este sábado a detenção dos proprietários das indústrias que pararam de produzir.

"Temos que tomar todas as medidas para recuperar a capacidade produtiva, que está a ser paralisada pela burguesia", disse Maduro numa manifestação em Caracas, citado pela Lusa.

A Venezuela atravessa nos últimos meses uma situação económica e social muito frágil, com o disparo da inflação acima dos 180% no ano passado e a escassez de alimentos e de medicamentos, perante a forte queda do preço do petróleo - principal fonte de receitas de divisas internacionais para o país.

As dificuldades levaram mesmo o governo a alterar o fuso horário do país e a reduzir o horário de trabalho dos funcionários públicos para dois dias, durante pelo menos duas semanas, com o objectivo de poupar energia, alegadamente tentando assim contrariar os efeitos da seca provocada pelo fenómeno El Niño.
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