China diz que relações com os EUA estão estáveis
Donald Trump visita a China nos dias 14 e 15 de maio.
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou esta quinta-feira que as relações com os Estados Unidos têm sido estáveis, apesar dos "altos e baixos", e apelou a que os países encontrem formas de contribuir para a paz global.
Durante um encontro com membros de uma delegação bipartidária do Congresso dos EUA, liderada pelo senador Steve Daines, Wang Yi destacou os esforços do Presidente chinês, Xi Jinping, e do homólogo norte-americano, Donald Trump, que vai visitar a China este mês, em "ajudar a orientar a direção das relações bilaterais em momentos críticos".
"Nos últimos anos, as relações China - EUA passaram por muitos altos e baixos, mas conseguimos manter, de forma geral, a estabilidade", disse Wang.
Daines, membro do Comité de Relações Externas do Senado e forte apoiante de Trump, concordou e afirmou que ambos os países devem procurar estabilidade.
"Creio firmemente que queremos reduzir as tensões, não desvincular. Queremos estabilidade, queremos respeito mútuo", afirmou o senador.
Daines acrescentou que, após a reunião dos líderes na próxima semana, "talvez possamos ver mais compras de aviões Boeing, o que acredito ser algo que gostaríamos de ver".
O senador reconheceu também os esforços da China para reduzir tensões no Médio Oriente e reabrir o Estreito de Ormuz, referindo que a reunião de Wang na quarta-feira com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, é prova do envolvimento chinês.
Antes da visita de Trump à China, marcada para 14 e 15 de maio, o Governo norte-americano tem pressionado Pequim a usar a sua influência sobre o Irão para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde normalmente circula 20% do petróleo mundial.
Esta foi a segunda viagem de Daines à China desde a posse de Trump, em 2025. A primeira ocorreu em março de 2025, quando os dois países enfrentavam fricções sobre tarifas comerciais e esforços para combater o tráfico ilegal de fentanilo.