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Exército norte-coreano ameaça ocupar zona desmilitarizada

A Coreia do Norte ameaçou hoje enviar tropas para zonas limítrofes com o vizinho do Sul que tinham sido desmilitarizadas, após um acordo entre os dois países, assinado em 2018.

Mais de uma dezena de disparos de mísseis balísticos, alguns capazes de transportar ogivas nucleares, (re)acenderam a guerra de palavras e ameaças cruzadas entre a Coreia do Norte de Kim Jong-un e os Estados Unidos de Trump.
Lusa 16 de Junho de 2020 às 08:48
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Numa declaração emitida pela agência estatal KCNA, o Estado-Maior da Coreia do Norte afirmou que está a considerar um plano "para reconduzir o exército às áreas que foram desmilitarizadas ao abrigo do acordo Norte-Sul, fortificar a frente e aumentar a vigilância militar".

 

O texto não especifica quais as áreas ao longo da zona desmilitarizada - uma faixa de quatro quilómetros de largura que separa as duas Coreias - a serem incluídas no plano. Uma das possíveis áreas é aquela em torno da cidade de Kaesong (sudoeste) e do monte Kumgang (sudeste), de onde a Coreia do Norte retirou as tropas após o acordo.

 

O pacto para aliviar as tensões militares nas fronteiras foi assinado durante a cimeira de Pyonyang, realizada em setembro de 2018 pelos dirigentes das duas Coreias, o que constituiu um grande avanço para os dois países, que ainda se encontram tecnicamente em guerra.

Na semana passada, Pyonyang elevou ainda mais o tom com Seul, em resposta ao envio de folhetos de propaganda contra o regime de Kim Jong-un por ativistas na Coreia do Sul, muitos deles desertores norte-coreanos.

 

Os folhetos, que são frequentemente pendurados em balões que sobrevoam o território norte-coreano ou inseridos em garrafas atiradas para o rio fronteiriço, contêm geralmente críticas ao historial de Kim Jong-un em matéria de direitos humanos ou às ambições nucleares.

Embora Seul tenha denunciado imediatamente estes grupos e afirmado que os impediria de enviar novamente panfletos, durante o fim-de-semana Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, ameaçou cortar relações com os sul-coreanos.

 

A declaração do Estado-Maior da Coreia do Norte indicou também que "as relações Norte-Sul estão cada vez piores" e que Pyongyang também vai começar a enviar "em grande escala" folhetos de propaganda.

 

A Coreia do Norte tem vindo a endurecer a sua posição com os EUA e a Coreia do Sul ao longo do último ano, na sequência do fracasso da cimeira de Hanói, em que Washington considerou insuficiente a proposta de desarmamento do regime.

 

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra desde o conflito que as opôs entre 1950 e 1953, que terminou com um cessar-fogo e não com um tratado de paz.

 

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