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Ministro espanhol admite pedir desculpas à Bolívia. E Portas?

A proibição de aterragem do avião do presidente da Bolívia provocou um incidente diplomático de larga escala. Espanha dá o dito por não dito e admite agora um pedido de desculpas.

Bruno Simão/Negócios
09 de Julho de 2013 às 13:59

O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros mostrou-se hoje disponível para apresentar um pedido de desculpas ao presidente da Bolívia, Evo Morales. José Manuel Garcia-Margallo assegura que “havendo algum mal-entendido”, não há nenhum problema em “pedir desculpa”, noticia a edição online do “El Pais”.

O jornal explica que as palavras do ministro espanhol representam uma mudança de postura. Na sexta-feira passada, depois da Unasur ter reclamado um pedido de desculpas a Portugal, Espanha, Itália e França, Garcia-Margallo havia dito que não via motivos para tal.

Hoje Paulo Portas, ainda enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, estará no Parlamento português onde deverá ser confrontado com a mesma questão. A Assembleia da República rejeitou na sexta-feira os votos de condenação do PCP e do BE e o voto de protesto do PS pela proibição de aterragem do avião do presidente da Bolívia em Portugal. Por trás desta interdição estavam as suspeitas de que o ex-consultor da CIA, Edward Snowden – que os Estados Unidos querem deter – estaria a bordo, em busca de exílio político.

O presidente boliviano, que regressava a La Paz após uma viagem à Rússia, foi obrigado a uma escala forçada de 13 horas em Viena, na terça-feira à noite, depois dos quatro países terem recusado o sobrevoo do seu território ou a aterragem para uma escala técnica do avião de Morales.

Na própria noite do incidente, o chefe da diplomacia boliviana, David Choquehuanca, afirmou em conferência de imprensa que essa recusa foi suscitada por “suspeitas infundadas” de que Edward Snowden, ex-consultor da CIA acusado de espionagem pelos Estados Unidos, estaria a bordo.

O MNE português afirmou em comunicado que a aterragem em Portugal, solicitada para o percurso de regresso Moscovo/La Paz, foi “cancelada por considerações técnicas”.

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