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Trump diz que EUA “estão a ganhar” a guerra comercial após trégua com a China

O líder da Casa Branca diz que os Estados Unidos estão a ganhar a guerra comercial "à grande" porque criaram uma economia de dimensão incomparável.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 30 de Junho de 2019 às 17:19
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Um dia depois de ter anunciado uma trégua temporária com Pequim e a suspensão, por tempo indeterminado, do reforço das tarifas sobre as importações chinesas, Donald Trump declarou que os Estados Unidos "estão a ganhar" a guerra comercial.  

 

As palavras de Trump foram proferidas numa conferência de imprensa na Coreia do Sul, que o líder da Casa Branca aproveitou também para reiterar o seu ataque à Reserva Federal dos Estados Unidos, dizendo que o banco central "não tem ajudado de todo".  

 

"Apesar disso, estamos a ganhar, e estamos a ganhar à grande porque criámos uma economia incomparável", afirmou, citado pela Bloomberg, um dia depois do encontro com o presidente chinês Xi Jinping, à margem da cimeira do G-20, em Osaka, no Japão, findo o qual anunciou um acordo com Pequim para retomar as negociações comerciais.

 

A Casa Branca ainda não revelou os detalhes do acordo de Trump com Xi, o que deixa dúvidas sobre os planos dos dois países daqui para a frente, e de que forma serão recuperadas as negociações entre as duas maiores economias do mundo, que foram rompidas há várias semanas, devido à falta de consenso.

 

Para já, sabe-se apenas o que Trump anunciou no final da reunião do G-20: que adiará por tempo indeterminado a introdução de tarifas sobre mais 300 mil milhões de dólares de importações chinesas, e que permitirá que as empresas americanas continuem a fazer alguns negócios com a Huawei. Isto depois de, em maio, a administração Trump ter proibido as empresas norte-americanas de venderem software e componentes à chinesa Huawei e utilizarem os seus equipamentos.

 

Esta última decisão está a motivar duras críticas nos Estados Unidos, já que muitos membros do Congresso concordam com a avaliação da Casa Branca de que a tecnológica chinesa representa uma ameaça à segurança nacional e que os seus produtos podem ser utilizados para espionagem.

"Se o presidente Trump concordou em reverter as recentes sanções contra a Huawei, cometeu um erro catastrófico", escreveu o senador Marco Rubio, um republicano da Flórida, na rede social Twitter.

 

Além de um acordo para a retoma das negociações, Trump anunciou ainda que Xi Jinping concordou que a China compraria grandes quantidades de produtos agrícolas dos EUA.

 

No entanto, o líder da Casa Branca não deu mais detalhes sobre a reunião com o seu homólogo chinês, nem na reunião com o presidente sul-coreano Moon Jae-in, este domingo, nem na reunião surpresa com o líder norte-coreano Kim Jong Un na Zona Desmilitarizada que divide a Península Coreana.

 

"Estamos onde estamos", afirmou na conferência de imprensa com Moon quando questionado sobre a China. "Estamos a cobrar 25% sobre 250 mil milhões de dólares, e a China está a pagar por isso, porque como percebeu, a nossa inflação não subiu".

 

Apesar do entendimento com o presidente chinês, Trump voltou à carga, repetindo que o país "está a desvalorizar a sua moeda para pagar as tarifas".

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