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Yellen: Economia dos EUA ainda "num buraco fundo"

A economia dos Estados Unidos ainda está "num buraco fundo", tornando desaconselháveis cortes ao pacote de estímulo de 1,9 biliões de dólares (1,57 mil milhões de euros) apresentado pelo Governo, afirmou a secretária do Tesouro Janet Yellen.

Andrew Harrer/Bloomberg
Lusa 19 de Fevereiro de 2021 às 07:33
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"Estamos a sair de um buraco fundo (...) o último ano foi o pior para o crescimento económico desde a 2ª guerra mundial", disse Yellen em entrevista à CNBC na quinta-feira, em que rejeitou que a dimensão do pacote de estímulo, a financiar com recurso a endividamento do Estado, seja excessiva, como argumentam legisladores republicanos.

"Os custos de fazer menos do que é necessário é muito maior do que o preço de fazer algo de grande dimensão", afirmou a secretária do Tesouro e ex-presidente da Reserva Federal, o banco central norte-americano, entre 2014 e 2018.

Os cálculos do Gabinete Orçamental do Congresso norte-americano indicam que, sem o pacote de estímulo da Administração Biden, só em 2024 a economia voltará a tender para o pleno emprego, objetivo que poderá ser alcançado já no próximo ano se as medidas forem implementadas, disse Yellen. 

Quanto à possibilidade de o aumento da despesa pública e aumento do défice orçamental levar a uma subida da inflação, Yellen defendeu que a Reserva Federal tem instrumentos suficientes para suster pressões inflacionistas.

No ano passado, os Estados Unidos aprovaram medidas de estímulo avaliadas num total de 4 biliões de dólares, o que leva legisladores republicanos a considerarem perigoso novo estímulo de grande dimensão.

O plano da Administração Biden prevê pagamentos de 1.400 dólares (1.158 euros) por pessoa, alargamento do acesso ao subsídio de desemprego, entre outras medidas também para conter a pandemia de covid-19 mais rapidamente e repor o normal funcionamento da economia.

Para estimular o crescimento, a Administração Biden prevê ainda apresentar um programa de infraestruturas, cujo valor não está ainda estimado, disse hoje Yellen, adiantando que o plano será financiado através de impostos sobre grandes empresas e indivíduos de elevados rendimentos. 

De acordo com a secretária do Tesouro, o país tem atualmente 9 milhões de desempregados, 4 milhões deixaram de procurar emprego, e o maior risco é que estas pessoas fiquem sem acesso ao mercado de trabalho de forma prolongada ou até permanente.
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