Draghi admite medidas "localizadas" para aliviar escassez de crédito
O presidente do BCE sinalizou esta segunda-feira, 26 de Maio, em Sintra, que a autoridade monetária deverá tomar medidas para evitar "um período prolongado de taxas de inflação demasiado baixas ou mesmo negativas".
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Draghi admitiu um ajuste da política monetária convencional, ou seja, mexidas nas taxas de juro. Actualmente, a taxa directora encontra-se nos 0,25%, o valor mais baixo de sempre, sendo que os analistas acreditam que um novo corte, a ocorrer em Junho, poderá levar esta taxa para um número entre 0,10% e 0,15%.
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Por outro lado, se houver "um descolar demasiado prolongado das expectativas de inflação (...) isso poderá levar a uma atitude mais expansionista, através de um programa de compra generalizada de activos".
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No entanto, "uma situação intermédia seria uma em que a limitação de crédito interfere com a política monetária". "Isto requereria medidas localizadas para aliviar as limitações de crédito".
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No seu discurso, em que procurou explicar as razões pelas quais a inflação continua baixa na Zona Euro, Mario Draghi diz que "a resposta da política monetária tem de ser cuidadosamente ponderada e concebida com precisão".
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"Não queremos ser demasiado reactivos em relação às partes do processo desinflacionista que se prevê que se irão corrigir a si mesmas. Mas também não queremos ser demasiado permissivos em relação aos factores que, se não forem confrontados, podem minar a estabilidade dos preços de forma duradoura", afirma.
Draghi assinala que a inflação baixa não é um factor exclusivo da Zona Euro, mas garante que "não existem dúvidas quanto ao nosso objectivo, que é de fazer regressar a inflação aos 2% no médio prazo, em linha com o nosso mandato".
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