Política Monetária Compra de ativos gerou divisão "sem precedentes" no BCE

Compra de ativos gerou divisão "sem precedentes" no BCE

Draghi assinalou que foi alargado o consenso sobre o reinício do programa de compra de ativos, mas Alemanha, França, Holanda e Áustria estão contra.
Compra de ativos gerou divisão "sem precedentes" no BCE
O Conselho do BCE
Negócios com Bloomberg 12 de setembro de 2019 às 17:54

Mario Draghi revelou na conferência de imprensa após a reunião do Banco Central Europeu que o consenso sobre o reinício do programa de compra de ativos ("quantitative easing" - QE) por parte da autoridade monetária "foi tão alargado que nem foi necessário proceder a uma votação" no conselho do BCE.

 

O presidente do BCE também reconheceu "a diferença de perspetivas" que existe no grupo sobre a política monetária do banco central. Eram públicas as críticas ao QE dos governadores de vários países, com a Alemanha e a Holanda à cabeça.

 

Mas segundo avançou a Bloomberg, o relato do presidente do BCE não cola bem com o que aconteceu na reunião desta quinta, onde foi decidido cortar a taxa dos depósitos para -0,5% e iniciar a 1 de novembro um novo programa de compra de ativos com uma dimensão líquida de 20 mil milhões de euros por mês.

 

Diz a agência de notícias que Mario Draghi enfrentou uma "revolta sem precedentes" numa reunião "fraturante" devido à decisão de reiniciar o QE. Jens Weidmann (Alemanha) e Klaas Knot (Holanda) mostraram-se contra, mas o mesmo fez Villeroy de Galhau.

 

Se as posições da Alemanha e Holanda não surpreendem, o mesmo não se pode dizer da opção da França. Estes três países juntos, assinala a Bloomberg, representam cerca de metade do PIB e da população da Zona Euro.

 

Mas Weidmann, Knot e Galhau não foram os únicos contra o plano de Draghi. Segundo a Bloomberg, pelo menos os governadores da Áustria e a Estónia também estão contra o reinício do QE, bem como os membros da comissão executiva Sabine Lautenschlaeger e Benoit Coeure.

 

Os países que estão contra são sobretudo do centro da Europa, sendo que os seus governadores defendem sobretudo que o QE só devia ser reiniciado como medida de último recurso, o que não se justifica nesta altura.

 

O conselho do BCE é composto pelos seis membros da comissão executiva e pelos governadores dos bancos centrais nacionais dos 19 países da área do euro.




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