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Draghi admite mitigar impacto da política de juros negativos do BCE

O presidente do BCE garante estar preparado para reduzir o impacto que a política monetária de juros negativos está a ter na rentabilidade do setor financeiro. Mario Draghi defende manutenção da política expansionista do BCE como forma de potenciar o crescimento na área do euro.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 27 de Março de 2019 às 10:56
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Mario Draghi revelou que o Banco Central Europeu (BCE) poderá atenuar o impacto das taxas de juro negativas em vigor se se confirmar que estas estão a penalizar a transmissão da política monetária da instituição liderada pelo italiano.

De acordo com declarações feitas esta quarta-feira, 27 de março, durante uma conferência em Frankfurt e reproduzidas pela Bloomberg, Mario Draghi assegura que, "se necessário", o BCE vai ponderar "possíveis medidas" capazes de mitigar o impacto dos juros negativos e de "preservar as implicações favoráveis" que aquelas têm para as economias da Zona Euro.

O líder da autoridade monetária europeia não adiantou que eventuais medidas estarão a ser consideradas em Frankfurt. Todavia, Draghi fez questão de frisar que a "baixa rentabilidade dos bancos não é uma consequência inevitável das taxas de juro negativas".  

Note-se que no início do presente mês de março o BCE manteve inalterada a taxa dos depósitos (o que os bancos recebem, para depositar liquidez junto do BCE) em -0,40%, tendo também reiterado em 0% a principal taxa de juro de refinanciamento (o que os bancos pagam pela liquidez assegurada pelo BCE).

O BCE tem a taxa dos depósitos em valores negativos desde junho de 2014. A Bloomberg refere que entre os principais bancos centrais do mundo, entre os quais os do Japão e Suíça, o BCE foi o único a adotar taxas negativas para os depósitos sem pôr também no terreno medidas para mitigar os efeitos sobretudo sentidos na menor capacidade da banca para gerar lucros.

O italiano defendeu ainda que as políticas expansionistas em vigor continuam a ser necessários num cenário de acentuada travagem económica, embora Draghi acredite que as medidas do BCE possam ajudar a eventualmente acelerar o crescimento na Zona Euro.

A confiança expressada por Mario Draghi assenta também na resiliência demonstrada pelo mercado laboral na área do euro, fator que leva o BCE a manter o objetivo para a inflação, que persiste fixado em 1,6% até 2021.

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